Investimentos tornam PG um dos maiores polos cervejeiros do Brasil

Com os R$ 848 milhões investidos pela Ambev e a expansão de R$ 400 milhões da Heineken, cidade produz 9 milhões de hectolitros de cerveja ao ano.
O município de Ponta Grossa está colocando o Paraná em evidência no país quanto à produção cervejeira. No período de menos de um ano, mais de R$ 1,2 bilhão em investimentos foram consolidados em Ponta Grossa, tornando o município, que era reconhecido por seu polo moageiro, também em evidência como um dos maiores polos cervejeiros do país. Isso ocorreu pela instalação da Ambev e a expansão fabril da Heineken, cujos investimentos já aplicados foram de R$ 848 milhões e R$ 400 milhões, respectivamente. Com isso, a cidade possui capacidade instalada de produzir mais de 9 milhões de hectolitros por ano. Levantamento da Agência Paranaense de Desenvolvimento (APD) aponta que, desde 2011, o Paraná já atraiu R$ 1,7 bilhão em projetos na área apoiados pelo programa de incentivos Paraná Competitivo. O valor refere-se ao montante que foi enquadrado no programa, mas os investimentos totais anunciados pelas empresas são maiores. O presidente da Heineken Brasil, Didier Debrosse, conta que a forte posição no Sul e a localização estratégica da fábrica de Ponta Grossa contribuíram para a escolha da unidade para receber investimentos da marca. Com a expansão, a fábrica do Paraná já é a 12ª maior fábrica da Heineken no mundo. A empresa aumentou em 40% sua capacidade de produção em Ponta Grossa, para 4,6 milhões de hectolitros por ano, que foi reinaugurada na semana passada. Já a Ambev inaugurou a sua unidade em Ponta Grossa, que tem capacidade para produzir 380 mil hectolitros por mês em quatro linhas de produção. O projeto da Ambev gerou 430 empregos diretos, enquanto que a Heineken gerou 85 vagas. “Além da questão da localização, que é importante para o setor estar perto dos centros consumidores, as empresas decidem investir aqui porque também estão mais perto da matéria-prima usada, que é o caso da água, da cevada e do malte”, diz o economista Julio Suzuki Júnior, diretor presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes).





















