Aliel defende continuidade da Lava Jato e parabeniza Moro
Deputado federal comentou aspectos da investigação junto com o juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato.
Deputado federal comentou aspectos da investigação junto com o juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato.
O juiz Sérgio Moro participou nessa quinta-feira (04), na Câmara dos Deputados, de um evento em defesa das 10 medidas contra a corrupção que está em análise em uma comissão especial. O magistrado respondeu perguntas dos deputados que compõe a comissão, entre eles do parlamentar Aliel Machado (Rede). Questionado por Aliel, Moro falou sobre o financiamento privado de campanhas e sobre um possível fim da operação Lava Jato.
Ao usar a palavra durante o evento, Aliel lembrou do respeito e carinho que mantém por Moro e defendeu que o combate à corrupção deve ser visto como um processo mais amplo. “Acredito que para que combatamos a corrupção, precisamos não só mudar os atores políticos, mas também mudar as regras do jogo político, isso vai fazer com que a corrupção fique mais exposta”, ponderou Aliel.
O deputado federal salientou que a seletividade nas investigações é preocupante. “Fico feliz em ver que muitas pessoas do colarinho branco estão sendo presas, isso era impensável no nosso pais há alguns anos, por isso a melhor maneira de combater a corrupção é ter efetividade nas punições, não importa quem seja o alvo”, explicou Aliel.
Ao responder as ponderações de Aliel sobre o financiamento privado das campanhas eleitorais, Moro lembrou que essa foi uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), mas defendeu a permanência da regra. “Se essa condição for revista, ela não deve ser totalmente revista, já que as empresas que mantém relações diretas com o Governo ou tem vínculos representam um risco muito grande para o processo democrático”, afirmou Moro.
O juiz também lembrou que a expectativa é de que a operação Lava Jato termine no final de 2016. “Confesso que estou um pouco cansado, mas trabalhamos com provas legais e o trabalho irá continuar enquanto tivermos provas disponíveis”, assinalou Sérgio Moro.





















