PG assina contrato de R$ 1 mi para gestão do PSM
Licitação aberta em 2015 apresentou a empresa Hygea Gestão & Saúde como vencedora do processo e prevê investimento de R$ 1,25 milhão

Licitação aberta em 2015 apresentou a empresa Hygea Gestão & Saúde como vencedora do processo e prevê investimento de R$ 1,25 milhão
O Pronto Socorro Municipal (PSM) está sendo administrado por uma nova empresa. O contrato entre a Prefeitura de Ponta Grossa e a Hygea Gestão & Saúde está orçado em R$ 1.250.000,00 e prevê que a empresa administre a escala médica no hospital pelos próximos doze meses. O novo contrato entra em vigor após o Poder Executivo quebrar o contrato com a empresa Atual Médica.
O rompimento unilateral por parte da Prefeitura aconteceu após a Atual Médica se envolver em um escândalo de corrupção em Foz do Iguaçu – o caso acabou com a prisão do prefeito da cidade. Após o rompimento do vínculo com a Atual, a Prefeitura contratou o Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH) para administrar a escala de médicos e outros profissionais do PSM.
A licitação vencida pela Hygea Gestão & Saúde estava aberta desde 2015 – o primeiro processo licitatório não registrou concorrentes e por isso a Prefeitura teve que realizar um contrato de emergência com a Atual Médica. O contrato prevê que a empresa seja responsável pelo atendimento médico e ambulatorial especializado de alta complexidade e de serviços de apoio.
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde, a mudança de contrato e da empresa gestora não deve alterar o funcionamento do Hospital e nem o atendimento oferecido aos pacientes.
Atualmente o PSM é a principal “porta de entrada” do Sistema Único de Saúde (SUS) e funciona como uma ferramenta de triagem para os outros estabelecimentos que prestam serviços no setor. Diante dos problemas apresentados pelo PSM, os vereadores da CEI da Saúde apontaram uma série de irregularidades no funcionamento do Hospital e apresentaram várias reinvindicações para o setor.
Entre os problemas apresentados pelos vereadores está a falta de profissionais no hospital. De acordo com o presidente da CEI, o oposicionista Antonio Laroca Neto (PDT), os vereadores calcularam que o PSM tem hoje um déficit de R$ 5 milhões apenas em equipamentos e mais R$ 8 milhões seriam necessários para que a unidade adequasse o quadro de funcionários para uma situação “aceitável”.
Sobre a CEI da Saúde, a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde informou apenas que os gestores da pasta não foram oficialmente notificados da conclusão das investigações realizadas pela Câmara. Em nota oficial, o órgão também informou que o pagamento dos médicos que ameaçavam greves foi feito nessa sexta-feira - os profissionais ainda eram contratados pela Integral Médica e na avaliação da empresa a liminar concedida pela Justiça acabou atrapalhando o processo burocrático dos profissionais.
FALTA DE PAGAMENTO
Equipe médica cogitava greve
Com dois meses de salários atrasos, um grupo de médicos que trabalha no PSM cogita cruzar os prazos a partir do próximo dia 10 de agosto. Os médicos amargam dois meses de salários atrasados e denunciaram a situação ao Ministério Público do Paraná (MP-PR) e o Conselho Regional de Medicina. O Sindicato Estadual da categoria ingressou com uma ação na Justiça do Trabalho e conseguiu uma decisão liminar que bloqueia o pagamento de outros funcionários contratados pela Integral Médica e que prestam serviços ao município até que a situação seja regularizada.





















