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Médicos cogitam greve no Pronto Socorro de PG

Com salário atrasado há dois meses, profissionais entraram com uma ação na Justiça do Trabalho e cogitam greve a partir do próximo dia 10 de agosto

Médicos cogitam atender casos de apenas urgência e emergência
Médicos cogitam atender casos de apenas urgência e emergência -

Afonso Verner

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Com salário atrasado há dois meses, profissionais entraram com uma ação na Justiça do Trabalho e cogitam greve a partir do próximo dia 10 de agosto

Cinco profissionais médicos, lotados no Pronto Socorro Municipal (PSM) de Ponta Grossa, acionaram a Justiça para receberem salários atrasados. Os profissionais, contratados pela empresa Atual Médica, conseguiram uma liminar na Justiça que bloqueia o pagamento de outros servidores da empresa até que a Prefeitura quite a dívida. Caso o Poder Municipal não quite as dívidas, os médicos cogitam paralisação do atendimento a partir do dia 10 de agosto.

Os médicos que integram a ação impetrada na Justiça do Trabalho afirmam que manterão apenas os atendimentos de urgência e emergência no Hospital Municipal – a entidade é a principal “porta de entrada” de pacientes para o Sistema Único de Saúde (SUS) no município. Procurado pela reportagem o diretor administrativo da Atual Médica, Fernando Gibran, afirmou que a decisão liminar da Justiça, concedida no último dia 20 de julho, tem “atrapalhado vários funcionários”.

Após a decisão da Justiça, outros médicos e profissionais que foram contratados pela Atual Médica e prestam serviço para a Prefeitura tiveram o pagamento dos honorários bloqueados. “A situação desses médicos que entraram na Justiça estava prestes a ser resolvida, mas os profissionais acabam se precipitando e atualmente essa liminar tem mais nos prejudicado do que ajudado em algo”, apontou Gibran.

O diretor administrativo afirma que o atraso foi provocado por uma pendência contratual entre a Prefeitura e a Atual Médica, problema que estaria “prestes a ser solucionado”. Além da ação na Justiça, os médicos também informaram o Ministério Público e o Conselho Federal de Medicina dos atrasos. A falta do pagamento de salários também quase paralisou o atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Santa Paula em junho desse ano.

O QUÊ

>> Prefeitura

Procurada pela reportagem do Jornal da Manhã através da assessoria de imprensa, a Secretaria Municipal de Saúde não emitiu nenhum posicionamento sobre a falta de pagamento dos médicos e a possível greve no Hospital Municipal. Essa é a segunda vez no ano que os médicos cogitam greve por falta de pagamento.

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