Com nova lei, Prefeitura de PG arrecada R$ 839 mil
Valor será destinado para pagamentos das entidades que seguem com os repasses do Poder Municipal atrasado

Valor será destinado para pagamentos das entidades que seguem com os repasses do Poder Municipal atrasado
A lei municipal 11.622 possibilitou a Prefeitura a arrecadar R$ 839 mil para serem repassados as entidades de assistência social do município. Em apenas 20 dias em vigor, a lei possibilitou a arrecadação de 61% do valor repassado pela Prefeitura Municipal as entidades. Segundo presidente da Associação das Entidades Sociais de Ponta Grossa, Laertes Soares, as instituições seguem amargando atrasos e o pagamento do débito de junho ainda não foi feito.
A iniciativa “Empresa Solidária” de autoria do Poder Executivo permite instituições privadas a destinarem até 60% dos débitos com o município para o pagamento das entidades que auxiliam o setor social. De acordo com dados da assessoria de imprensa da Prefeitura de Ponta Grossa, até o momento 33 empresas aderiram ao programa e 11 entidades receberam os repasses destinados pela lei.
Ainda de acordo com a assessoria, algumas das entidades receberam até mesmo parcelas adiantadas do pagamento do município. No entanto, Laertes afirma que apenas algumas entidades receberam os repasses referentes a junho e o pagamento de julho que deveria ter sido realizado no começo do mês ainda não foi efetuado – a dívida mensal da Prefeitura com as entidades gira em torno de R$ 1,4 milhão.
A lei de autoria do Poder Executivo prevê que o programa funcione até o mês de dezembro de 2016. O texto da lei permite as empresas indicarem qual será a entidade beneficiada pelo pagamento de impostos como uma maneira de reconhecimento social. A medida seria uma maneira da Prefeitura manter em dia o pagamento das instituições.
Ministério Público acompanha atraso nos pagamentos
No começo do mês de junho, os representantes das entidades levaram ao Ministério Público do Paraná (MP-PR) um documento que relata o atraso dos pagamentos que deveriam ser realizados pela Prefeitura. Segundo Laertes, a demora ao quitar as dívidas normalmente acontecia no segundo semestre e por isso o atraso no pagamento já no começo do ano preocupa os responsáveis pelas instituições.





















