Região conclui plantio de cultivos de inverno

Levantamento do Deral aponta que plantio de trigo sofreu redução de 174 mil hectares para 143 mil hectares na área.
Produtores rurais da Região dos Campos Gerais já concluíram o plantio dos cultivos de inverno. Como previsto, o plantio do trigo, carro-chefe para este período mais frio, teve grande redução na área plantada, de 17,8% em relação ao ano passado. Os motivos são os preços não convidativos e, principalmente, as condições climáticas no ano passado, que trouxeram quebra na colheita e baixa qualidade ao produto final. As informações são do núcleo regional do Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab).
De acordo com o levantamento do Deral, nos municípios abrangidos pela regional a área plantada do trigo caiu de 174,9 mil hectares, na safra 2015, para 143,7 mil nesta safra 2016, encerrada há cerca de duas semanas. Até o momento, segundo Luiz Alberto Vantroba, economista do Departamento, o cultivo se desenvolve dentro do esperado. “Tudo está plantado, se desenvolvendo bem. O clima tem sido bom, há menos chuvas que no ano passado, mas tem umidade no solo, e o nível de doenças e praga não é assustador. Estão sendo feito os controles, para que nada comprometa de imediato a produtividade”, relata o especialista. Da área total plantada, cerca de 15% está em fase de floração – percentual referente mais ao norte do núcleo, como Arapoti, Sengés e Ventania.
Até o momento atual, de acordo com o desenvolvimento, espera-se uma boa média de produtividade, 16% superior à registrada na safra passada. “O rendimento esperado é de 3,5 mil quilos por hectare, o que gera uma produtividade total de 502.540 toneladas”, explica Vantroba. Comparando com todas as regionais do Deral, é a maior produtividade do Estado. Em 2015, a produtividade foi de 526 mil hectares.
A produtividade superior é fruto da tecnologia empregada, informação dos agricultores e técnicos qualificados. “A região tem um conjunto de fatores. Primeiro que o pessoal usa tecnologia melhor, então não é, como dizem por aí, só jogar a semente e torcer para que o clima seja favorável. Há cooperativas fortes, assistência técnica qualificada, e a atenção a variedades, além do controle de doenças”, relata, considerando que a região está na ‘vanguarda’ do Estado, principalmente na agricultura de precisão e por ser berço do ‘plantio direto’. A expectativa era de uma queda ainda maior no plantio do trigo, entre 20 a 25% de redução na área, mas as condições climáticas do final de junho e início de julho estimularam os produtores. “Teve umas reviravoltas e o pessoal acabou plantando, principalmente com a perspectiva de clima melhor”, conclui.





















