Professora da UEPG é destaque no painel ‘Jovens Pesquisadoras’

Alessandra Reis Silva Loguercio, do Departamento de Odontologia da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), é a única professora de uma instituição paranaense no painel “Jovens Pesquisadoras - Ciência também é coisa de mulher”, publicado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), como parte das comemorações do Dia Internacional da Mulher.
A publicação integra o Programa Mulher e Ciência, com o objetivo de divulgar o trabalho de jovens cientistas brasileiras, pesquisadoras de reconhecido mérito acadêmico, que se destacaram desde o período estudantil, construindo uma vida acadêmica de reconhecimento nacional e internacional, com larga produção científica e importante atuação na formação de recursos humanos.
No depoimento ao painel “Jovens Pesquisadoras”, Alessandra credita o seu sucesso na carreira acadêmica e científica à paixão pelo seu trabalho. “Enxerguei nos problemas e dificuldades clínicas, oportunidade de aprendizado e descoberta”, disse, observando que o método científico permite abrir janelas do desconhecido. “Para cada nova janela aberta, centenas de outras são encontradas fechadas à espera da iluminação”.
Um aspecto importante para o sucesso, segundo ela, é não desanimar ao enfrentar dificuldades. “Não podemos culpar o mundo, a política ou as pessoas por não ter um projeto financiado ou um artigo científico aceito. Se todos os nossos projetos fossem aprovados e nossos artigos aceitos, certamente nunca sairíamos do nosso círculo de conforto para buscar aprimoramento no que fazemos. Ou seja, vamos agradecer pelas dificuldades, pois elas nos fazem crescer”.
Ao falar sobre as dificuldades encontradas no decorrer da carreira, dá ênfase à falta de equipamentos e recursos financeiros. De acordo com a professora, em universidades públicas, os recursos para pesquisa são escassos, o que torna os pesquisadores dependentes dos editais de pesquisa do CNPq e das agências de fomento estaduais. “É um problema cíclico. Às vezes temos o suficiente, outras vezes não temos nem o mínimo”, constata, revelando que há três anos que não consegue aprovar nenhum projeto no Edital Universal do CNPq, o não a desanima. “Afinal há tantos outros pesquisadores competentes que também merecem ter seus projetos aprovados. Temos que enxergamos nas dificuldades novas oportunidades. Assim nosso saldo sempre é positivo”.
Como pesquisadora de produtividade em pesquisa 1C do CNPq, suas linhas de pesquisa estão divididas em quatro áreas: Estudo da interface de união entre sistemas adesivos e substratos dentais; Diagnóstico de cárie; Avaliação clínica de materiais e técnicas restauradoras; e Estudo de materiais e técnicas para restauração de dentes fraturados. Sua produção científica é bastante significativa tendo já publicado mais de 160 artigos, com mais de 1000 citações nas áreas afins, e três livros sobre materiais dentários. Tem também duas patentes registradas. Na formação de recursos humanos, já orientou oito dissertações de mestrado e três teses de doutorado, além de 24 iniciações científicas.





















