Projeto busca evitar desperdício de merenda em Cmei
Iniciativa ‘Desperdício Zero’ teve início em junho e atinge quase 70 crianças no Jardim Los Angeles.

Iniciativa ‘Desperdício Zero’ teve início em junho e atinge quase 70 crianças no Jardim Los Angeles.
Uma iniciativa no Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) do Jardim Los Angeles, em Ponta Grossa, busca evitar o desperdício da merenda escolar. O ‘Projeto Agrinho – Desperdício Zero’ é uma parceria de professores do Cmei Professora Sophia Adamowicz com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e com o Sindicato Rural de Ponta Grossa.
O objetivo é mostrar para as crianças os prejuízos causados pelo desperdício de merenda. O projeto, iniciado em junho, baseia-se em visitas a campo – como a Fazenda Escola Capão da Onça, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) – e projetos dentro das salas-de-aula. O principal deles é uma competição, onde os alunos que deixarem menos comida no prato ganham prêmios para o grupo.
Uma das responsáveis pelo projeto, Pricila Swiech ressalta que o trabalho feito dentro do Cmei já gerou resultados até mesmo fora da escola. “Mães e pais já vieram nos dizer que as crianças também começaram a evitar o desperdício de alimentos dentro de casa”, destaca.
O projeto segue até o dia 10 de agosto, mas as competições dentro do Cmei para evitar o desperdício estão previstas, inicialmente, para seguir até o final do ano – com possibilidade de renovação para anos seguintes.
“Notamos que alunos que antes sequer tocavam na comida, hoje já comem tudo o que tem dentro do prato. O trabalho de levá-las [crianças] até o campo, mostrar de onde sai o alimento e todo o processo que ele passa até chegar às nossas mesas fez com que eles valorizassem mais o que é servido”, conta Pricila. Ainda não há um número oficial a respeito da quantidade de alimento que não foi desperdiçada, mas as merendeiras e as próprias professoras já notaram a diferença. “Devemos fazer um balanço no final do projeto, mas já notamos que a quantidade de comida jogada fora é bem menor que antes”, diz.





















