Arrecadação de ICMS cresce 62,9% e alcança R$ 600 mi
Impulsionada pela Ambev, arrecadação aumentou 70,6% em Ponta Grossa, ‘puxando’ o ICMS da região

A arrecadação com o Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) apresentou um grande crescimento neste primeiro semestre no município de Ponta Grossa. Números revelados pela Delegacia da Receita Estadual em Ponta Grossa (3ª DDR) mostram que os valores obtidos junto às empresas da cidade saltaram de R$ 270,8 milhões nos seis primeiros meses de 2015 para R$ 462,1 milhões no mesmo período neste ano. A alta representa um acréscimo de 70,6%.
A alta também é expansiva em toda a área abrangida pela Delegacia, responsável por 22 municípios dos Campos Gerais. No semestre, o valor obtido atingiu R$ 599,9 milhões, com elevação de 62,9% no total pago pelas empresas. Para se ter noção, apenas a arrecadação de Ponta Grossa neste ano (R$ 462,1 milhões) é 25% superior ao arrecadado por toda a região no mesmo período no ano passado.
O inspetor de arrecadação da delegacia, João Carlos da Luz, afirma que essa grande alta realmente já era esperada. Ele atribui a diversos fatores, como o programa de refinanciamento (Refis) e à fiscalização incisiva junto aos contribuintes. Contudo reconhece em outro fator a principal influência nesta grande evolução: a industrialização da região. Muitos dos investimentos anunciados já foram concluídos e agora produzem, gerando dividendos ao Estado que futuramente retornarão ao município. “Várias indústrias se instalaram. São as empresas novas, que não estavam recolhendo e agora estão. Há essa alta bastante expressiva porque os valores que elas recolhem são altos”, destaca.
Entre elas, indiscutivelmente é a Ambev a principal influenciadora nessa evolução. “Além da carga tributária, o volume recolhido, pelo tamanho da fábrica, que é enorme, impacta muito. Só a Skol (Razão Social da cervejaria Ambev na cidade) era uma das maiores arrecadadoras em Curitiba, e a produção veio transferida para cá”, destaca. Ele recorda que a fábrica ainda não está operando em 100%, e quando isso ocorrer, o impacto será ainda maior. “Como a planta está em funcionamento há pouco tempo, a tendência é o aumento com passar tempo, gerando, provavelmente, uma receita ainda mais expressiva”, diz.
Na região, ele também lembra o início das operações da fábrica da Klabin em Ortigueira, município que também pertence à circunscrição, e que já está impactando nos valores. Cabe destacar, também, que a Heineken está investindo na ampliação, a qual deverá ser concluída e entrar em operação ainda neste ano, elevando ainda mais os impostos recolhidos.
Cervejarias lideram o ‘ranking’ de arrecadação
Entre os maiores contribuintes da região, a ‘Cervejarias Reunidas Skol Caracu’, Razão Social da cervejaria Ambev em Ponta Grossa, se destaca na primeira posição. A segunda maior arrecadação na região provém de outra fabricante do setor, a Heineken, que costumeiramente liderava esse ranking na região. Na sequência aparece a empresa do setor de embalagens, a Tetra Pak. Na quarta colocação, aparece a primeira indústria fora do município a figurar na lista, a Klabin, que possui unidades fabris em Telêmaco Borba e em Ortigueira, onde inaugurou recentemente a Unidade Puma. Na quinta colocação aparece a Razão Social ‘Ambev’ – até março estava em quinto a ‘CRBS’, distribuidora da Ambev na cidade. Os valores arrecadados junto a cada uma das indústrias não são revelados devido ao sigilo fiscal das empresas.
Mais de R$ 1 bilhão serão arrecadados em 2016
Pela primeira vez, o valor arrecadado com o ICMS deverá superar a marca de R$ 1 bilhão em 2016. Essa tendência foi confirmada pelo delegado da Receita Estadual na região, Odair de Paula Bomfim, em entrevista ao JM em abril. Caso seja mantida essa média do primeiro semestre, a arrecadação deverá fechar em R$ 1,2 bilhão. Para o segundo semestre, há a tendência das cervejarias elevarem a produção, para garantir os estoques para o verão, elevando a obtenção de tributos. Deste valor, neste ano Ponta Grossa corresponde a 77% da arrecadação da região – participação que cresceu, já que em 2015 correspondia a 72%.





















