Comércio tem queda de 2,18% nas vendas até maio
Apesar da queda em relação ao ano passado, município apresenta o terceiro melhor desempenho do Paraná, acima da média estadual

As vendas do comércio varejista seguem em queda no município de Ponta Grossa neste início de 2016. A Pesquisa Conjuntural da Federação do Comércio de Bens do Paraná (Fecomércio PR), realizada mensalmente, aponta que entre os meses de janeiro a maio, há uma queda de 2,18% nas vendas em relação ao mesmo período no ano anterior. Na comparação mensal, de maio deste ano com maio de 2015, mostra que nem mesmo o Dia das Mães foi capaz de promover as vendas, havendo uma queda de 2,98%. Por outro lado, o frio de maio fez com que alguns setores elevassem as vendas em relação ao mês de abril, como o de vestuários e tecidos. Os números foram revelados nesta segunda-feira.
No acumulado do ano, Ponta Grossa está com uma média de vendas acima da Estadual. Enquanto que, no Paraná, há o registro de uma retração de 7,09%, a baixa na ‘Princesa dos Campos’, beira os 2% de retração. É o terceiro melhor desempenho entre as sete regiões avaliadas, perdendo apenas para a região Oeste, que tem uma baixa de 1,82% e a de Maringá, onde há queda de 1,25%. Dos 12 segmentos, quatro mantém-se com saldo positivo em relação ao mesmo período no ano passado. O setor de supermercados é o primeiro, com alta de 4,78% nas vendas, seguido pelo setor de óticas cine e som, com alta de 3,33%. Depois aparecem autopeças e combustíveis.
Priscila Takata, coordenadora de pesquisas da Fecomércio PR, atribui essa média acima da estadual por duas principais características da região: a forte participação do agronegócio e as características logísticas com seu entroncamento rodoviário, onde concentra dezenas de lojas de autopeças. “O que puxa a região de Ponta Grossa são os supermercados, e, por ter um eixo rodoviário forte, tem alta na venda dos combustíveis, fator que faz o comércio um pouco melhor, inclusive fazer o setor de autopeças ter um peso maior em Ponta Grossa que nas demais regiões. Por ser um local onde quase todos os veículos que saem do interior e vão para o capital, passam por Ponta Grossa e alavancam o varejo”, diz. A safra, apesar da baixa na produção, teve bom faturamento com os preços altos dos grãos.
O presidente do Sindicado do Comércio Varejista, José Loureiro, reconhece a queda, atribuindo a elevação de impostos e ao desemprego a baixa. Porém, a expectativa era de uma queda maior, entre 3,5% a 4%. Assim, diante de um cenário mais animador para o segundo semestre, ele acredita que as vendas reajam, e que feche o ano ‘empatado’ com o ano passado. “Para o segundo semestre deve ser bem melhor. A tendência é melhorar e estabilizar. A não ser se os impostos subirem, como já foi comentado, aí dará uma afinada”, completa.
Metodologia
A coordenadora de pesquisas da Fecomércio PR, Priscila Takata, explica que o estudo é subdividido em 12 setores, e que aqui em Ponta Grossa são cerca de 180 a 200 empresas monitoradas mensalmente, baseado no faturamento lançado pelos contadores das empresas. Os números são deflacionados, ou seja, já contabilizando a inflação do período. “Pela diferença econômica de cada região, não conseguimos ter um índice para o Paraná todo, então há essa divisão”, explica
Campanha 'Liquida PG' busca fomentar vendas
Para contribuir com a reação do comércio de imediato, a Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg), junto com o Sindilojas, estão realizando a campanha ‘Liquida PG’. Realizada entre esta sexta e domingo (15 e 17), fará alusão à passagem da tocha olímpica pelo município. Os associados já receberam os cartazes e cada estabelecimento pode fazer a sua promoção, com descontos em ‘ouro’, ‘prata’ e ‘bronze’. A adesão é gratuita e não é preciso ser associado à Acipg para participar. Interessados ainda podem entrar em contato com a entidade pelo telefone (42) 3220-7200 ou e-mail: informativo@acipg.org.br





















