Sesp deve iniciar construção de presídio de PG em 2017
Construção da Casa de Custódia, anunciada para começar em junho de 2016, foi adiada. População carcerária de Ponta Grossa e região excede em mais de 1.000 presos.

Construção da Casa de Custódia, anunciada para começar em junho de 2016, foi adiada. População carcerária de Ponta Grossa e região excede em mais de 1.000 presos.
Após anunciar o início das obras da Casa de Custódia para o mês de junho deste ano, a Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SESP) voltou atrás e declarou que a construção do novo prédio começa apenas em 2017. A obra tem a responsabilidade de resolver, em partes, a superlotação nos presídios e cadeias de Ponta Grossa e região. De acordo com dados do Mapa Carcerário do Paraná, o sistema penal de Ponta Grossa conta com 536 presos a mais do que suportaria em uma situação ideal. Levando em conta os presídios e a carceragem das delegacias, o excedente de presos chega a 1.088.
A Casa de Custódia é projetada para abrigar 752 detentos, ou seja, mesmo com a construção faltariam mais de 300 vagas para receber os presos. “A data prevista para o início da obra é no início de 2017. O dinheiro está assegurado e o processo está em trâmite para definir, junto com a Caixa Econômica Federal, o início da obra”, explica a assessoria da SESP. Com o início das obras nos primeiros meses de 2017, o prazo de construção é de um ano. Assim, no início de 2018, a Casa de Custódia deve estar pronta para abrigar a população carcerária excedente da região. Além de Ponta Grossa, Foz do Iguaçu, Londrina e Guaíra também devem receber novos presídios no mesmo período.
“As casas de custódia recebem presos provisórios. Temos um índice de 40% de presos desse gênero nas cadeias de Ponta Grossa”, explica a presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen), Petruska Niclevisk Sviercoski. Petruska defende que a construção da Casa de Custódia deveria ser imediata e é essencial para a sociedade. “O Cadeião (Hildebrando de Souza) é um grande risco para a população. Ele já foi interditado pela Justiça, mas continua funcionando com uma das maiores superlotações do Paraná. Colocamos em risco a vida dos servidores e da população com uma situação como aquela”, explica. A Cadeia Pública Hildebrando de Souza deveria abrigar 270 pessoas, mas já conta com 680.
“O anúncio da construção acontece todo ano, mas elas não são executadas. Temos há 3 anos o dinheiro liberado para a construção da Casa de Custódia, mas ainda não saiu do papel”, conta Petruska. “A maioria dos crimes que acontecem nas ruas são decorrentes da máquina que é o sistema penitenciário do Paraná. O preso não passa por uma ressocialização e volta pior do que entrou. Precisamos de uma cobrança mais intensa e exigir uma solução definitiva para esse problema”, completa a representante do Sindarspen.





















