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Câmara quer soluções do Estado para o Hildebrando

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| Autor: Afonso Verner

Afonso Verner

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Na última sexta-feira (07/03), vereadores da Câmara Municipal de Ponta Grossa visitaram o presídio Hildebrando de Souza. Depois de se assustarem com a situação da cadeia, os parlamentares que fazem parte da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Segurança devem ir até Curitiba para pedir explicações ao Governo do Estado.

Atualmente o Hildebrando entulha pessoas em um espaço com vários problemas estruturais. O Cadeião já chegou a registrar mais de 630 detentos em um local que deveria abrigar, no máximo, 208 pessoas. "Em algumas celas que são planejadas para hospedar seis pessoas, chegam dormir 17 ou mais", contou o vereador o vereador Professor Careca (PT). Segundo o parlamentar, a Comissão deve montar um relatório e ir a Curitiba pedir uma ação do Governo do Estado, diretamente ao governador Beto Richa (PSDB).

Para o presidente da Comissão, o vereador Pastor Ezequiel (PRB), existe uma tendência de se esquecer o problema que o Hildebrando de Souza se tornou. "Nossa preocupação não é só com as mais de 600 pessoas que estão cumprindo pena lá, mas também com os funcionários e prestadores de serviço que trabalham no local. São quatro PMs para cuidar de todos esses detentos, e se uma rebelião acontece?", indagou Ezequiel, que também já foi policial militar.

Diretor do Hildebrando

Segundo os vereadores, o diretor do Cadeião, Bruno Propst, foi convidado a ir até a sessão de hoje para esclarecer alguns aspectos sobre a situação do presídio. Bruno teria confirmado presença, mas pouco antes desmarcou a ida até à Câmara - alguns dos vereadores criaram a possibilidade do diretor ter sido pressionado politicamente.

"O Bruno havia conversado conosco e aceitado o convite para vir até aqui hoje, mas acabou desmarcando no último instante. Creio que ele tenha sido pressionado politicamente", disse o vereador Altair Nunes (PTN), o Taíco.

Bruno foi procurado pela equipe de reportagem do portal aRede e disse que não pode comparecer a sessão porque outros compromissos surgiram. "Eu tive que resolver outras situações e não pude comparecer. Não sofri pressão alguma e na próxima oportunidade estarei presente junto com os vereadores", esclareceu Propst.

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