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Cáritas Diocesana de PG realiza reflexão sobre migrantes

Evento fez parte da 31ª Semana do Migrante, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

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Evento fez parte da 31ª Semana do Migrante, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

De 12 a 19 de junho acontece a 31ª Semana do Migrante, promovida pelo Serviço Pastoral do Migrante (SPM) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O tema “Migração e Ecologia” e o lema “O Grito que vem da Terra” propõem o aprofundamento da reflexão contida na Campanha da Fraternidade 2016, a partir da realidade dos migrantes presentes no Brasil.

Em Ponta Grossa, no último dia 15 de junho, aconteceu a “Reflexão dos Migrantes no Paraná”, a partir dos sujeitos sociais. O evento organizado pela Cáritas Diocesana de Ponta Grossa marcou a semana na Casa de Evangelização ICHTUS.

Descrentes com a recuperação econômica do Haiti após terremoto que matou 316 mil pessoas em janeiro de 2010, muitos haitianos procuraram o Brasil para recomeçar a vida e buscar um emprego. Hoje, seis anos e meio após a tragédia, cerca de 6 mil haitianos vivem no Brasil, segundo o Ministério da Justiça. Desse contingente muitos estão em território paranaense.

Ao descrever, a forma que é feita a acolhida e apoio aos migrantes do Haiti, ao chegarem no Brasil, o migrante Berthoni Pierri, constata que o trabalho da Cáritas transforma no sinal principal da atuação da igreja católica. “A acolhida que recebi aqui abriu espaço para eu reconstruir minha vida, não tenho como agradecer a forma que fui recebido, mesmo com as dificuldades, por vezes ‘chorar’ os problemas e a realidade do povo haitiano, se as pessoas não nos enxergam como seres humanos não vão ajudar como humanos, somos iguais, estamos aqui também para ajudar, somos comunidade. É preciso que se portas sejam abertas, como a Cáritas faz, respeito, luta pelos direitos, quanto melhor me sentir acolhido, melhor trabalho”, conclui Pierre. 

Elisete Sant´ Anna Oliveira, integrante da Cáritas Brasileira Regional Paraná, explica que a entidade acompanha o trabalho dos migrantes e verifica as condições de trabalho e busca soluções de necessidades que existam. “É necessária a acolhida das pessoas migrantes, através de uma escuta atenta, empática e orientadora, para dar resposta concreta conforme a necessidade pessoal: acolher é salvar”, diz Elizete.

A Polícia Federal é responsável em controlar e promover o acompanhamento dos migrantes no país. De acordo com Marcelo Santos, quando chegam ao Brasil, deve preencher formulário de 30 paginas, e a principal motivação é a busca de trabalho. “Hoje são 200 migrantes do Haiti no mercado de trabalho, e as empresas gostam do trabalham que eles realizam, no entanto, carece esse lado humano, a pratica de inserção, essencial a união de toda sociedade tenhamos políticas sociais que garantam cidadania aos migrantes residentes no país”, ressalta.

Motivados pelo espírito de comunidade e com o objetivo de refletir sobre a questão migratória na Diocese e promover a defesa e organização de diversos grupos, estiveram presentes no evento Dom Sergio Arthur Braschi, Bispo Diocesano, acadêmicos, assistentes sociais, religiosos, representantes de movimentos sociais e migrantes.

Dom Sérgio Arthur, bispo diocesano, destaca a contribuição que o migrante traz ao nosso país. “É motivo de alegria, conhecer os migrantes presentes aqui hoje, puderam se expressar e contar suas experiências e desafios, importante  para conhecer essas realidades que estavam escondidas ao nossos olhos. Trazer a beleza dessa cultura. O Haiti sofreu muito com o terremoto, mas é um povo muito alegre e digno,  podem contribuir muito não apenas com o trabalho, através da cultura, beleza, cantos e carinho que expressam pelo povo brasileiro. Pra gente ser um bom samaritano temos que conhecer a estar atento a essa realidade”, argumenta o Bispo.

Informações da Assessoria de Imprensa.

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