Acusado da morte de personal trainer vai a júri popular

Paulo Leandro Spinardi, acusado da morte da personal trainer Cíntia de Souza, será julgado pelo Tribunal do Júri por homicídio triplamente qualificado.
O réu Paulo Leandro Spinardi, acusado da morte da personal trainer Cíntia de Souza, será julgado pelo Tribunal do Júri por homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. A juíza responsável pelo caso determinou que Spinardi permaneça preso durante o julgamento. Os advogados que representam a família de Cíntia se mostraram satisfeitos com a decisão da Justiça. Madureira afirmou que, se o acusado for condenado pela prática dos crimes que lhe são imputados, a pena deve ser superior a 20 anos de reclusão em regime inicialmente fechado.
O advogado de Spinardi, Renato Tauille, deve entrar com um recurso no Tribunal de Justiça do Paraná. De acordo com o advogado, algumas provas apresentadas não foram consideradas no momento da decisão. "Apresentamos provas que mostram que algumas qualificadoras não são justificadas. Como a questão por meio cruel, é algo que foi negado pela médica legista. Então vamos recorrer para ter uma reavaliação de alguns fatores", conta Tauille.
Detalhes do crime
A denúncia formulada pelo Ministério Público mostra que, no dia 14 de janeiro de 2015, Spinardi empurrou Cíntia de Souza, sua ex-namorada, fazendo com que ela caísse em uma fenda na localidade de Água Fria, nas proximidades da Estrada Alagados. Cíntia caiu de uma altura de 15 metros, o que lhe causou ferimentos, além do seu afogamento. A denúncia acrescenta que o homicídio foi praticado por motivo torpe, ou seja, por ciúmes de um relacionamento que a moça teria com outra pessoa.
Outro ponto destacado na denúncia é de que Spinardi serviu-se de meio cruel. “Ao empurrá-la, causou significativo e desnecessário sofrimento físico e psicológico. (...). É certo, por fim, que o denunciado levou a vítima para local ermo, impossibilitando-a de solicitar socorro e dificultando, assim, a sua defesa”, destacam os advogados da família de Cíntia. Spinardi ocultou o cadáver da vítima depositando grandes fragmentos de rocha sobre ele, com a intenção de mantê-lo no local e evitar que fosse arrastado pela água do córrego, aponta a denúncia.





















