Famílias buscam a Justiça contra decisão de colégio | aRede
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Famílias buscam a Justiça contra decisão de colégio

Cerca de dez famílias entraram na Justiça contra o Colégio
Cerca de dez famílias entraram na Justiça contra o Colégio -

Dez famílias entraram na Justiça contra o Colégio Estadual Regente Feijó por conta de um escândalo. Alunos teriam sido aprovados de maneira irregular com a adulteração de documentos.

Cerca de dez famílias procuraram o advogado Fernando Madureira, em Ponta Grossa, para juntas entrarem na justiça contra o Colégio Estadual Regente Feijó. A situação é reflexo do escândalo denunciado pelo Jornal da Manhã e Portal aRede no início do mês de maio. Alunos teriam sido aprovados de maneira irregular no final do ano passado com a adulteração de documentos.  A pivô de toda essa confusão seria uma pedagoga, segundo informou a atual diretora da instituição, Maria Regina de Castro. Com a descoberta da fraude em março, a direção orientou que pelo menos 23 estudantes regredissem a série anterior – em um dos casos o jovem já estaria cursando Bacharelado em Direito na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

Madureira explica que nesta fase estão sendo coletados todos os documentos necessários para a ação. “Na sequência, entraremos com um processo no Ministério Público (MP) e na Justiça. Nossa intenção é resguardar o direito adquirido e comprovado por documentos que foram repassados aos estudantes no término do ano letivo”, afirma. Ele ressalta que outras pessoas que estejam na mesma situação e que se sentiram lesadas devem procurá-lo para serem incluídas na ação conjunta.

O advogado destaca que todas as acusações precisam ser investigadas, mas acredita também que os alunos não devem ser penalizados. “Não é apenas um caso isolado. São várias situações e de anos diferentes. Como um jovem será penalizado seis meses após estar cursando uma série superior? Isso é inadmissível”, complementa.

Na época em que o caso veio à tona, o Núcleo Regional de Educação de Ponta Grossa se posicionou alegando que uma sindicância seria aberta. Ontem, durante a tarde, a chefe do Núcleo, Maria Izabel Vieira, se comprometeu a levantar como estaria esse processo. Contudo, até o fechamento desta edição, não obtivemos resposta.

Pedagoga defende estudantes e colega de profissão

Uma das pedagogas do Colégio Estadual Regente Feijó, Ignês Amorim Figueiredo, entrou em contato com os jornalistas do JM. Ela defendeu a colega de profissão envolvida no escândalo e disse que a mesma é vítima de um esquema de perseguição e discriminação pessoal por parte da atual diretora. “Nós sequer fomos comunicados de uma possível investigação sobre esse assunto e muito menos fomos ouvidos. Esse tipo de acusação fere o direito de defesa do contraditório. Qual a verdadeira intenção da diretora ao fazer uma acusação descabida?”, disse. Ela também se disse solidária aos estudantes. “Eu conheço eles, sei da capacidade de cada um”, finalizou.

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