Frio aumenta procura pela Casa da Acolhida em PG
A queda nas temperaturas registradas nos últimos dias é um inimigo dos moradores de rua e aumenta o sofrimento das pessoas nessa situação. Com o frio, a Casa da Acolhida, e demais órgãos e ONGs que trabalham acolhendo moradores em situação de
Casa da Acolhida atende moradores em situação de risco em Ponta Grossa. Com a chegada do frio, a entidade registra um aumento de 30% dos moradores de rua que procuram o serviço.
A queda nas temperaturas registradas nos últimos dias é um inimigo dos moradores de rua e aumenta o sofrimento das pessoas nessa situação. Com o frio, a Casa da Acolhida, e demais órgãos e ONGs que trabalham acolhendo moradores em situação de risco, registram um grande movimento e precisam intensificar os trabalhos para conseguir atender os necessitados.
Funcionando na Rua Doralício Correa, na Vila Vincentina, a Casa da Acolhida tem estrutura para receber até 50 pessoas em situação de risco. Nos perídios de baixas temperaturas, a entidade filantrópica registra um aumento de até 30% nos encaminhamentos. “A procura no inverno tem sido bem maior. Os moradores de rua sentem mais frio e precisam ser acolhidos”, explica a assistente social Patrícia Stunitz.
A casa atende as pessoas em situação de risco encaminhadas por dois Centros de Referência Especializado de Assistência Social – o CREAS POP e o CREAS Acolher. “Só podemos atender as pessoas encaminhadas pelos CREAS. Se alguém chegar aqui e precisar do nosso serviço, nós orientamos que eles vão ao CREAS para conseguir o encaminhamento”, destaca a assistente social.
Ao chegar na Casa, os moradores recebem um kit higiene, tomam banho e recebem uma roupa nova. O local funciona como passagem temporária e o tempo máximo para ficar é de três meses. Cinco refeições são servidas por dia para os moradores. A equipe da Casa conta com psicólogo e assistente social.
Doações
A Casa da Acolhida conta com doações para manter seus serviços, porém, recentemente, a entidade tem registrado uma queda nos materiais recebidos. A instituição pede que roupas, tanto masculinas quanto femininas, e alimentos sejam encaminhados para manter o funcionamento da entidade.
História
A Casa da Acolhida foi criada em 22 de Fevereiro de 2001 pela iniciativa do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs da Região de Ponta Grossa, através da Campanha da Fraternidade Ecumênica do ano 2000 – “Um Novo Milênio Sem Exclusões”. É uma entidade filantrópica que abriga temporariamente pessoas em situação de risco: moradores de rua, andarilhos, migrantes, sem-teto, desempregados, pessoas sem família, enfermos em tratamento não hospitalar, pessoas que sofrem violência no lar, etc.
“O serviço da Casa da Acolhida é receber os moradores de rua que estão em Ponta Grossa ou que estão passando pela cidade e estão na rua”, afirma Patrícia Stunitz.





















