MP orienta ‘pente fino’ no cadastro de taxistas em Ponta Grossa
Ministério Público abriu inquérito para investigar a forma como o serviço é concedido pela Prefeitura da cidade
- Ministério Público abriu inquérito para investigar a forma como o serviço é concedido pela Prefeitura da cidade
O Cadastro
de Condutores de Táxi (CCT) do município de Ponta Grossa é alvo de um inquérito
civil do Ministério Público do Paraná (MP-PR). A investigação foi iniciada após
denuncias recebidas pelo MP e averigua como a Prefeitura regula e concede as
licenças aos trabalhadores e como funcionaria uma possível transferência dos
direitos de concessão a outras pessoas.
O inquérito
foi aberto no dia 10 de junho de 2015 e resultou em uma série de recomendações
feitas pelo Ministério Público à Prefeitura. Entre as sugestões do MP, está o
recadastramento geral de todos os taxistas do município. Segundo o documento
assinado pelo promotor Márcio Pinheiro Dantas Motta, o recadastramento deverá
ser feito com vistas na ampliação da transparência do processo.
Segundo o
promotor, a Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT) deverá
recadastrar os taxistas “elaborando um “termo de recadastramento”
disponibilizado-o no site do Município e também na sede da AMTT, para
preenchimento; termo este que deverá conter todos os dados pessoais do titular
da outorga (nome completo, CPF, RG, endereço residencial, telefone fixo e
celular, e-mail, fotografia atualizada, além de outras exigências a critério do
Município)”, diz o documento.
Além do
recadastramento geral, o MP também “sugere” ao Poder Municipal maior
transparência sobre que é dono da concessão e quem são os motoristas de táxi do
município. “Todos os outorgados proprietários de veículos de táxi deverão
indicar, de maneira detalhada, quem são os indivíduos que utilizam o mesmo
automóvel para prestação do serviço de táxi na qualidade de colaboradores, devendo,
ainda, especificar o horário deste(s) indivíduo(s)”, diz o documento. Dantas
também sugere que os motoristas anexem à documentação os antecedentes
criminais.
A última
recomendação do promotor diz respeito a transparência dos documentos no site da
Prefeitura. Dantas sugere que a documentação do serviço de táxi seja
disponibilizada aos interessados no website da Prefeitura. “Contendo nome do
permissionário e do colaborador, número do alvará, endereço dos pontos de táxi,
telefone para contato, marca/modelo, placas e validade da licença”, diz o
promotor no documento.
Promotor sugeriu licitação para o
serviço de táxi
Os
documentos do inquérito civil público mostram que o “ordenamento jurídico
brasileiro” sobre a concessão do serviço de táxi não é pacífico e é
compreendido de duas maneiras, como serviço público e serviço de utilidade
pública. Diante disso, o MP ilustrou que a atual legislação que rege o serviço
no município viola leis estaduais e federais e deveria ser alterada. Além
disso, o promotor Clóvis Airton de Quadro já sugeriu, em outra ação, que o
município licitasse o serviço e concedesse as autorizações através desse
modelo.
Prefeitura afirma ter atendido
demandas
Através da assessoria de imprensa, a Prefeitura de Ponta Grossa informou que atendeu todas as recomendações realizadas pelo MP. O Poder Executivo também informou que recadastra anualmente todos os taxistas do município – atualmente a cidade possui 154 táxis cadastrados e 355 motoristas habilitados a dirigirem os veículos. Além disso, a AMTT ressaltou que o Ministério Público te acompanhado todo o processo de recadastramento dos taxistas.