Vereadores divergem sobre central de leitos
A sessão da câmara dos vereadores de Ponta Grossa, desta quarta-feira de cinzas foi marcada por críticas ao sistema de saúde público da cidade. O vereador Pascoal Adura, do PMDB, teceu duras críticas contra o novo sistema para liberação de leitos do SUS, através da Internet. Segundo ele, a mudança de controle sobre os leitos vagos através de uma central que fica em Curitiba causa transtornos para os pacientes.
"Para conseguirmos uma vaga, nós temos que mendigar Curitiba. E pedir que a comissão reguladora determine a vaga. E eu queria aqui contar para os senhores vereadores, que eu fiz um projeto no mandado passado e esse projeto eu tenho que entregar uma cópia para cada um de vocês (vereadores). Toda a ocasião de urgência e emergência, o paciente que chegar no hospital e ouvir que não tem vaga pelo SUS, deve solicitar vaga zero e tem que ficar o doente", discursou.
Outro vereador, Luiz Bertoldo, do PRB, comentou que chegou à pedir força policial para conseguir uma vaga para um paciente.
"Eu conversei com o senhor ano passado, em abril, sobre essa lei. E eu levei uma pessoa com braço quebrado no (hospital) Vicentino na época. E não queriam atender. Chamei a polícia, liguei para o Coronel Czerwonka, ele mandou o oficial de dia e ele disse se não atender vai tudo mundo preso. E isso vai ter que ser resolvido e foi resolvido na hora", comentou Bertoldo.
Já o vereador Daniel Mila do PSDB, rebateu as críticas. Ele afirmou que a mudança veio para amenizar a influência política que alguns pacientes conseguem para obter vagas.
"Olha, o que eu obtive de informações, é que justamente, tendo esta concentração em Curitiba, não haveria aquela famosa ajuda política. O que, segundo informações, ocorre na cidade de Ponta Grossa e em outra cidades, não só aqui. Então, nós temos que priorizar o primeiro atendimento. Aquele que realmente está na fila, necessitado. Aquela pessoa que não tem aquela ajuda política. Aquele internamento através de uma influência", rebate.





















