Taxa de homicídios aumenta 144% em Ponta Grossa | aRede
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Taxa de homicídios aumenta 144% em Ponta Grossa

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Nos três primeiros meses de 2016, Ponta Grossa registrou 22 homicídios. No mesmo período do ano anterior, 9 mortes do gênero haviam sido registradas.

Dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública (SESP) apontam um aumento exponencial nas taxas de homicídios em Ponta Grossa no primeiro trimestre de 2016. Enquanto o Paraná registrou uma queda de 6,4% no índice de homicídios dolosos (com intenção de matar), em Ponta Grossa os assassinatos cresceram 144 % e chegaram a 22 mortes brutais no município – em 2015, foram registrados nove crimes do gênero no mesmo período.

                Os homicídios dolosos formaram a maior parte do índice de violência no município somando 16 mortes, enquanto os latrocínios (roubo seguido de morte) completaram a estatística com outras seis mortes. O mês de janeiro foi o mais violento registrando oito homicídios. Em fevereiro e março, sete assassinatos aconteceram em Ponta Grossa. Nenhuma lesão corporal seguida de morte foi registrada neste ano, enquanto em 2015 aconteceu uma.

                Já os latrocínios, que não aconteceram no primeiro semestre de 2015, somam seis neste ano e foram os casos mais marcantes. Em fevereiro e março, três crimes chocaram a cidade pela crueldade e frieza com que foram cometidos. No dia 27 de fevereiro, Jaqueline Ferreira, de 21 anos, foi morta a chutes durante um assalto em uma boate de Ponta Grossa.

                No dia 16 de março, o cabo da Polícia Militar, José Osni Pigatto, foi encontrado morto junto com sua namorada na estrada que dá acesso a região do Alagados. Os bandidos roubaram a caminhonete do policial e tentaram vende-la no Paraguai. Já no dia 18 de março, o deficiente Renato Voich foi morto dentro de sua casa, no Centro de Ponta Grossa, durante um assalto.

               O relatório oficial divulgado pela SESP mostra Ponta Grossa na contramão do restante do Estado. Em todo o Paraná houve 655 assassinatos de janeiro a março de 2016, enquanto no primeiro trimestre do ano anterior foram 700. “O principal aspecto é manter o índice geral de redução, porque a criminalidade é migratória. Por isso mantemos um acompanhamento constante dos fatores que incidem sobre o resultado para aplicar recursos e continuar trabalhando pela queda nos indicadores criminais”, aponta o secretário da Segurança Pública e Administração Penitenciária, Wagner Mesquita. 

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