Assistência Social realiza a Semana Contra a Homofobia em PG
Ao longo de toda a semana, a Secretaria Municipal de Assistência Social está realizando uma série de eventos para incentivar o respeito da população à comunidade LGBT em Ponta Grossa. As ações estão sendo realizadas através do Centro de Referência de Assi

Ações do CREAS visam incentivar o respeito à comunidade LGBT, reduzindo o preconceito e combatendo a homofobia em Ponta Grossa.
Ao longo de toda a semana, a Secretaria Municipal de Assistência Social está realizando uma série de eventos para incentivar o respeito da população à comunidade LGBT em Ponta Grossa. As ações estão sendo realizadas através do Centro de Referência de Assistência Social, o CREAS, dentro da Semana Contra a Homofobia.
Cerca de 1 mil pessoas estão recebendo orientações, interagindo em palestras e participando de rodas de conversas promovidas pelo CREAS junto a escolas, empresas entidades, com o apoio de membros da comunidade LGBT, desde segunda-feira. O objetivo é o fortalecimento e valorização da cidadania da população LGBT, através de grupos de debates que expressem sua condição de sujeitos de direitos, mobilizando diversos setores da sociedade civil.
Segundo Lana de Cássia Ferreira, coordenadora do CREAS Central, um dos intuitos das ações é capacitar futuros professores e profissionais da saúde para o trabalho com o público de lésbicas, gays, bissexuais e travestis, além de combater o preconceito junto aos jovens e adolescentes. Os trabalhos nas escolas são feitos em parceria com o Núcleo Regional de Educação. Nas escolas, segundo o CREAS, é grande o número de travestis e transexuais que faltam às aulas e podem perder oportunidades para toda a vida, devido ao preconceito.
Para facilitar o diálogo, membros da própria comunidade homossexual estão participando das palestras e dando depoimentos aos estudantes, que levantam todo tipo de questão relacionada ao cotidiano deste grupo. “O resultado está sendo muito positivo, porque todas as questões estão sendo levantadas de maneira muito respeitosa e muitas pessoas estão participando. Esperamos que travestis e transexuais, em breve, possam ter a aceitação que hoje já vemos presente com relação aos homossexuais, por exemplo. Isso já está acontecendo no meio acadêmico, em faculdades públicas e privadas”, conta a coordenadora.
A coordenadora explica que a travesti é a pessoa que nasce com o sexo masculino ou feminino, realiza mudanças físicas, comportamentais e estéticas, mas aceita seu sexo biológico e não realiza a cirurgia de mudança de sexo. Já a transexual é a pessoa que tem uma identidade de gênero diferente daquele do seu nascimento, sem aceitação do sexo biológico, e efetivamente realiza a cirurgia para mudança de sexo.
Com as conversas, jogam-se fora ideias prontas e surgem a empatia e o respeito. “A realidade, ao contrário do que parte da sociedade acredita, é que as travestis e transexuais, por exemplo, não estão somente na prostituição, esta é uma visão equivocada. Elas estão no meio acadêmico, nas escolas, em busca de empregos formais. A dificuldade é a aceitação, que elas consigam adentrar estes meios, sem o risco de que o preconceito atrapalhe essa evolução pessoal. Temos o dever der respeitá-las”, afirma.
Semana contra a Homofobia
A semana faz alusão ao dia 17 de maio, que hoje é comemorado por ser a data em que foi excluída a homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID) da Organização Mundial da Saúde. Atualmente, está pacificado o entendimento de que a homossexualidade não constitui nem doença, nem distúrbio, nem perversão de nenhum tipo.
Enfrentamento
Todos os meses o CREAS seleciona um público específico para centralizar o enfrentamento das violências. Em março o foco esteve na violência contra as mulheres. Em maio, o alvo é a homofobia e, em junho, as atenções estarão voltadas para a violência contra os idosos.
Contato e denúncias
As escolas, entidades e empresas que queiram receber as palestras e rodas de conversa podem procurar o CREAS através dos telefones 3901-7052 e 3901-1557 ou pessoalmente na Rua Tiradentes, 910, Centro. A equipe também pode receber denúncias de abusos e violências através do Disque 100.





















