Seti repassa R$ 960 mil à UEPG para obras e equipamentos
A Seti e a UEPG assinaram, nesta sexta-feira, termos de cooperação para investimento de R$ 960 mil em projetos de pesquisa, obras de infraestrutura e equipamentos.
A Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino
Superior (Seti) e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) assinaram,
nesta sexta-feira (13), termos de cooperação para investimento de R$ 960 mil em
projetos de pesquisa, obras de infraestrutura e equipamentos. O ato realizado na Sala dos Conselhos, Bloco
da Reitoria, no Campus Uvaranas, registrou a presença do secretário estadual
João Carlos Gomes e do reitor Carlos Luciano Sant’Ana Vargas, pró-reitores,
diretores de setores de conhecimento e chefes de departamento e professores
envolvidos nos projetos que serão financiados com recursos do Fundo Paraná.
No projeto de apoio à infraestrutura da UEPG, a Seti vai
liberar R$ 350 mil para a construção do estacionamento e acesso ao Bloco de
Zootecnia, que a partir do segundo semestre recebe as atividades do curso,
transferido de Castro para Ponta Grossa. A professora Maria Aparecida Gonçalves
da Fonseca Martins (Departamento de Zootecnia) explica a razão da mudança para
o Campus de Uvaranas, buscando maior integração dos alunos ao cotidiano de uma
universidade, pois no campus de Castro ficavam isolados desse convívio. A
construção do acesso e estacionamento se constitui na terceira etapa da obra.
Na primeira etapa, foram liberados R$ 2,5 milhões para a edificação do prédio;
depois houve o repasse de mais R$ 578 mil para conclusão da obra.
Outros R$ 138.634 serão empregados na aquisição de
mobiliário da Vitrine Tecnológica da Escola Tecnológica de Leite e Queijos – ETLQueijos,
do Departamento de Engenharia de Alimentos, além de reformas na Padaria Experimental
e na Planta Piloto da Escola de Carnes. O coordenador da ETLQueijos, Alessandro
Nogueira, comenta que a instalação da Vitrine Tecnológica vai possibilitar a
comercialização de pães, queijos e embutidos produzidos no Departamento de
Alimentos, com potencial para tornar esses projetos autossustentáveis. Ressalta
a receptividade da cadeia produtiva do leite ao curso de extensão de fabricação
de queijos finos. Em sua oitava edição, com uma semana de inscrições, as 25
vagas ofertadas já foram preenchidas.
A Seti ainda vai repassar mais R$ 72 mil para o projeto “Avaliação
da efetividade e doefeito econômico e social do Programa Paraná Competitivo no
Estado do Paraná”, que será desenvolvido pelo Departamento de Economia da UEPG.
O professor Hermes Yukio Higachi, coordenador do projeto, diz que a iniciativa
tem três objetivos. Primeiro, avaliar a efetividade do Paraná Competitivo para
a indução do processo de industrialização dos 399 municípios paranaenses;
segundo, mostrar o impacto na geração de emprego e renda e, consequentemente,
na qualificação profissional e melhoria dos salários; terceiro, a diversificação
de produtos e aumento das exportações. De acordo com o professor, a UEPG já desenvolve
trabalho semelhante, em projeto que avalia o papel das universidades estaduais no
desenvolvimento regional paranaense. “Os resultados desse estudo serão divulgados
em breve”, comenta.
Além destes recursos, o secretário João Carlos Gomes
anunciou para as próximas semanas a assinatura de acordo para a liberação de R$
400 mil destinados ao Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da UEPG. Desse
montante, R$ 250 mil serão investidos no aumento da capacidade de armazenamento
dos servidores da instituição. Outros R$ 150 mil serão empregados no
desenvolvimento de um software para a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação
(Propesp), visando o gerenciamento dos cursos de pós-graduação lato sensu (especializações)
e stricto sensu (mestrado e doutorado). Atualmente, a pós-graduação lato sensu
conta com cinco cursos presenciais e oito a distância. No stricto sensu, são 33
cursos, sendo 20 mestrados acadêmicos, três mestrados profissionais e 10
doutorados, todos recomendados pela CAPES.
BALANÇO
Após assinar a liberação dos recursos, o secretário João
Carlos Gomes disse que o momento é de reflexão sobre a situação política e
econômica do país, ressaltando que o Paraná, apesar da crise que afeta todos os
setores da economia, é um dos poucos estados que está conseguindo investir. Atribui
esse fato aos necessários ajustes fiscais realizados pelo governo, permitindo,
entre outros fatores, a atração de investimentos nacionais e multinacionais no
setor industrial, que nos últimos cinco anos chegam a R$ 40 bilhões. Citou o caso
da Ambev, inaugurada há uma semana, que vai elevar a arrecadação de ICMS de
Ponta Grossa em 51%. “É a região que, proporcionalmente, mais recebeu
investimentos. E agora, através desse estudo que será desenvolvido pela UEPG,
teremos como avaliar esse impacto”.
Nas últimas semanas, o secretário vem realizando visitas às
universidades estaduais, para tratar de questões relacionadas à gestão do
ensino superior no estado. “Apesar do cenário de dificuldades, não deixamos de
investir para que nossas instituições possam dar prosseguimentos às suas
atividades, programas e projetos”, disse, observando que nenhum programa foi
interrompido. “Não temos dívidas com o pagamento de bolsas e nem de fornecedores”.
Segundo João Carlos Gomes, de 2010 até o ano passado, o investimento do governo
nas universidades estaduais e nos hospitais universitários saltou de R$ 950
milhões, para R$ 2,2 bilhões. “Este ano devemos fechar em R$ 2,6 bilhões,
fazendo do Paraná o segundo estado que mais investe em ensino superior, proporcionalmente,
no Brasil”, completa.
Especificamente para a UEPG, desde que assumiu Secretaria de
Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, em agosto de 2013, João Carlos Gomes soma
o repasse de mais de R$ 6 milhões em obras e equipamentos. Entre as obras,
destaca adequações no hall de acesso aos blocos C e D e reformas de sanitários
do Campus Central; a segunda etapa do bloco de Zootecnia, o novo bloco da Casa
do Estudante Universitário; adequação das estufas do curso de Agronomia;
reformas em laboratórios diversos; ampliação do Complexo de Laboratórios Multiusuários
e da Fábrica de Ração da Fazenda Escola. Apenas em obras financiadas 100% pelo
Fundo Paraná, são R$ 2,9 milhões.
Outros R$ 516 mil vieram de parceria com a Secretaria de
Estado da Saúde (Sesa), para adequações no Bloco de Odontologia no Crutac/Itaiacoca;
e reformas nas clínicas odontológicas do Bloco M, ampliando a capacidade de atendimento
à comunidade. João Carlos Gomes soma ainda mais R$ 2,7 milhões para a aquisição
de equipamentos. Desse recurso, R$ 1,4 milhão se refere a contrapartida da Seti
a edital submetido pela UEPG na chamada pública CTI/Infra/FINEP para construção
de novos blocos de laboratórios multiusuários, filosofia implantada pela
instituição de compartilhamento de equipamentos de grande porte entre cursos de
diferentes áreas do conhecimento, na graduação e pós-graduação. “Trata-se de um
diferencial da UEPG, que tem permitido avanços na criação de novos cursos de
pós-graduação stricto sensu, avanços na pesquisa e investimento em inovação”.
Após esse balanço, o reitor Carlos Luciano Sant’Ana Vargas ressaltou o empenho do secretário João Carlos Gomes, em favor do ensino superior paranaense. Nesse sentido, destaca sua atuação justa e equânime, na distribuição dos recursos, atendendo as universidades nas suas necessidades, com mais atenção às mais novas integrantes da rede estadual de ensino superior, as UENP e Unespar. “Temos no professor João Carlos um interlocutor junto ao governo, sempre que precisamos de atendimento mais urgente às demandas das universidades”, diz Luciano Vargas, observando que o secretário mantém um canal de diálogo permanente com as universidades, dando vez e voz aos reitores. “Atua ainda em negociações com outras estruturas governamentais e na relação direta com o governador".