Escola de PG teve adulteração de documentos
Uma das maiores instituições estaduais de ensino de Ponta Grossa, o Colégio Regente Feijó, está envolvido em um escândalo. Dados preliminares dão conta de que 23 estudantes do 1º e 2º ano do Ensino Médio foram aprovados de maneira irregular no final do an

Dados preliminares apontam que 23 estudantes do 1º e 2º ano do Ensino Médio do Colégio Regente Feijó foram aprovados de maneira irregular com adulteração de documentos.
Uma das maiores instituições estaduais de ensino de Ponta Grossa, o Colégio Regente Feijó, está envolvido em um escândalo. Dados preliminares dão conta de que 23 estudantes do 1º e 2º ano do Ensino Médio foram aprovados de maneira irregular no final do ano passado com a adulteração de documentos. A pivô de toda essa confusão seria uma pedagoga, hoje afastada da escola, mas lotada em outra instituição da cidade e trabalhando normalmente.
A fraude foi descoberta em março deste ano pela nova direção do Colégio. “Uma avó nos procurou para fazer a transferência do neto para outra instituição. Verificamos que ele estava no 2º ano. Porém, a avó insistia que ele havia reprovado e deveria estar ainda no 1º ano. A senhora comentou que possuía até uma mensagem no celular que confirmava a reprovação. Foi aí que começamos a descobrir as adulterações”, explica a diretora Maria Regina de Castro que assumiu o cargo no início de 2016.
Segundo ela, os alunos haviam sido reprovados por meio do Conselho de Classe. As decisões chegaram a ser colocadas em atas e editais. “Todavia, depois de toda a tramitação, uma funcionária teria modificado os documentos, garantindo a aprovação dos mesmos. Notas chegaram a ser alteradas”, comentou a diretora.
Com a constatação, a Secretaria Estadual de Educação foi acionada. “Em 25 anos que atuo em sala de aula, nunca tinha visto algo semelhante. Procuramos a Secretaria para comunicar o ocorrido e moralizar nosso trabalho, visto que herdamos o problema da antiga gestão da escola”, justificou. “Os estudantes envolvidos não tinham condições nenhuma de serem aprovados. Alguns deles eram considerados desistentes”, detalhou Maria Regina.
A diretora contou, por fim, que a funcionária chegou a ser ouvida logo que o problema veio à tona. Apesar disso, as motivações não foram esclarecidas. “Nossa intenção não é prejudicar ninguém. Só que não temos como manter esses alunos nos anos para os quais foram passados”, concluiu.
Aluno diz não ter vontade de estudar
Sindicância
O Núcleo Regional de Educação de Ponta Grossa foi procurado pela reportagem do Jornal da Manhã e Portal aRede na tarde de ontem. As informações repassadas foram de que uma sindicância deverá ser aberta nos próximos dias para apurar a responsabilidade dos envolvidos. Caso a fraude seja comprovada, um processo administrativo será instaurado.
As informações são do Jornal da Manhã.





















