Sesp e IML apuram conduta de funcionário de PG
Jorge Barbosa foi suspenso por 30 dias das funções na unidade por conta de investigações da Operação Ressurreição. Procedimento administrativo pode resultar em demissão.

Jorge Barbosa foi suspenso por 30 dias das funções na unidade por conta de investigações da Operação Ressurreição. Procedimento administrativo pode resultar em demissão.
A Secretaria do Estado de Segurança Pública de Administração Penitenciária (Sesp) afastou preventivamente o funcionário Jorge Pinto Barbosa, do Instituto Médico-Legal (IML) de Ponta Grossa. Jorge é um dos investigados na Operação Ressurreição, que apura fraudes na obtenção do seguro DPVAT e no sistema de rodízio de serviços prestados por funerárias. Na sexta-feira (13), a Sesp deve abrir um procedimento administrativo que pode até resultar na exoneração do funcionário.
A convocação para a Comissão Disciplinar que apura a participação de Barbosa no esquema foi divulgada no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (10). Na segunda (09), o funcionário recebeu uma suspensão preventiva por 30 dias e está impossibilitado de cumprir quaisquer funções junto à unidade do IML de Ponta Grossa – a suspensão pode ser renovada por mais 30 dias, caso os procedimentos administrativos não estejam concluídos.
Segundo a assessoria de imprensa da Sesp, o procedimento ouve três pessoas ligadas ao IML que devem avaliar a conduta do funcionário. A apuração tem 90 dias para ser concluída, ponde ser estendida em mais 30 dias por até duas vezes – totalizando 150 dias de procedimento. Caso seja comprovado que ele teve participação no esquema investigado pela Operação Ressurreição, Barbosa será ‘demitido’ pelo Estado.
Jorge Barbosa foi um dos 12 presos pela Polícia Civil no dia 26 de abril em Ponta Grossa, Curitiba e na região metropolitana da capital. A quadrilha é suspeita de aplicar golpes para obter o seguro DPVAT e oferecia R$ 700,00 aos motoristas do IML para cada corpo que eles conseguissem informar.
De posse das informações do morto, os integrantes da quadrilha faziam contato com os familiares para obter deles procurações para dar entrada no seguro DPVAT. Uma pequena parte deste dinheiro era repassada à família dos mortos e o restante ficava com a organização criminosa.





















