Justiça de PG remarca júri histórico para junho
Juiz da 1ª Vara Criminal disse que um dos acusados cumpre pena em Piraquara e não foi escoltado para Ponta Grossa

Juiz da 1ª Vara Criminal disse que um dos acusados cumpre pena em Piraquara e não foi escoltado para Ponta Grossa
O julgamento de 14 homens acusados do espancamento, castigo e morte do detento Jorge Luiz Alves, previsto para começar na manhã de hoje, no Fórum da Comarca de Ponta Grossa, foi suspenso. O juiz da 1ª Vara Criminal, Luiz Carlos Fortes Bittencourt, informou que o júri teve que ser redesignado para outra data. “Um dos réus estava preso por outro processo. Como estava preso em Piraquara, requisitamos que fosse escoltado (trazido pela Polícia). Porém, não trouxeram este acusado, o que impede a realização do júri”, esclareceu o magistrado. O júri foi remarcado para 10 de junho.
O crime aconteceu no interior do Presídio Hildebrando de Souza, em 12 de abril de 2006. O detento Jorge Luiz Alves, à época com 39 anos, condenado pelos crimes de assalto e atentado violento ao pudor, teve a cabeça partida e ainda recebeu ferimentos em várias partes do corpo, ao sofrer uma emboscada na terceira galeria do Presídio Hildebrando de Souza. Ele também foi torturado.
O espancamento aconteceu por volta das 17h30. Os policiais civis, com o apoio dos soldados da guarda externa, invadiram a cadeia e o resgataram com vida. Alves foi levado no camburão de um carro da 13ª SDP ao Hospital Municipal, onde morreu, segundo o Instituto Médico Legal, às 22h30. A causa da morte foi politraumatismo e hemorragia interna.





















