Defesa de Spinardi tem até sexta para entregar alegações
Juíza Alessandra Pimentel Munhoz do Amaral deve decidir, dentro de 10 dias, se caso envolvendo a morte da personal trainer Cíntia de Souza irá ou não para o júri popular.

Juíza Alessandra Pimentel Munhoz do Amaral deve decidir, dentro de 10 dias, se caso envolvendo a morte da personal trainer Cíntia de Souza irá ou não para o júri popular.
A Justiça aguarda até a sexta-feira (29) as alegações da defesa de Paulo Leandro Spinardi para dar seguimento ao processo envolvendo a morte da personal trainer Cíntia de Souza. A juíza Alessandra Pimentel Munhoz do Amaral, responsável pelo processo, deve decidir, dentro de 10 dias após a entrega das alegações, se o processo seguirá ou não para o júri popular.
O caso em questão tomou grande repercussão em Ponta Grossa. Os familiares de Cíntia comunicaram o desaparecimento da jovem, na época com 21 anos, no dia 14 de janeiro de 2015. Três dias depois, o Corpo de Bombeiros encontrou o corpo de Cíntia em uma das fendas do Rio São Jorge – na localidade chamada de ‘Água Fria’. O principal suspeito do crime – motivado, segundo a Polícia Civil, por ciúmes – é Paulo Leandro Spinardi, ex-namorado de Cíntia.
Paulo inicialmente negou envolvimento no crime, mas depois afirmou que teria levado a jovem até a região e discutindo com ela. Durante a briga, Paulo teria empurrado a vítima em uma das fendas – as informações foram confirmadas pela Polícia Civil em uma espécie de ‘reconstituição’ do caso. O réu, no entanto, afirma que a queda de Cíntia na fenda foi acidental.
Os advogados de acusação, Fernando Madureira e Ângelo Pilatti Junior, acreditam que o caso não ocorreu acidentalmente. “O acusado é um criminoso covarde. Além do homicídio, ele acabou escondendo o corpo em meio às rochas, evitando que alguém descobrisse o acontecido”, ressalta Madureira. Spinardi responde por homicídio triplamente qualificado – por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima – além de ocultação de cadáver e fraude processual. A pena pode chegar a 20 anos de prisão.
A defesa se sustenta na tese da queda acidental e espera que a sentença de pronúncia não resulte no júri popular. “A ideia é que seja absolvido pela ocultação de cadáver e fraude processual, já que se trata de um acidente”, disse o advogado de defesa de Spinardi, Renato Tauille. A defesa ainda informou que deve recorrer da decisão caso a juíza sentencie pelo júri popular – o que pode atrasar ainda mais o julgamento do processo.





















