‘Paraguaizinho’ se une para evitar flanelinhas | aRede
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‘Paraguaizinho’ se une para evitar flanelinhas

Comerciantes do Shopping Popular criaram grupo de WhatsApp para alertar presença de cuidadores de carro, que acabam expulsos do estacionamento. Clientes aprovam ideia.

Grupo de comerciantes quer evitar  que flanelinhas abordem clientes na região
Grupo de comerciantes quer evitar que flanelinhas abordem clientes na região -

Rodrigo Souza

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Comerciantes do Shopping Popular criaram grupo de WhatsApp para alertar presença de cuidadores de carro, que acabam expulsos do estacionamento. Clientes aprovam ideia.

Os membros da Associação dos Microempresários de Produtos Importados e Nacionais (Amepin) criaram uma forma de impedir que cuidadores de carros atuem nas proximidades do Shopping Popular de Ponta Grossa – conhecido como ‘Paraguaizinho’. Os comerciantes criaram um grupo no WhatsApp para alertar a presença dos flanelinhas no estacionamento do local. A ação foi tomada após um rapaz morrer esfaqueado durante uma briga.

De acordo com o presidente da Amepin, Anderson Dilhmann, a ação começou na sexta-feira (15) e já surtiu efeito. “Estávamos cansados de ouvir clientes reclamando por não ter onde estacionar, ou por sofrer represálias dos flanelinhas quando não davam moedas. Então resolvemos tomar providências para evitar a baixa nas vendas”, disse.

Os comerciantes alertam no grupo do aplicativo móvel sempre que algum flanelinha se aproxima do local – principalmente no estacionamento em frente ao Shopping Popular. “Avisamos os 40 associados do grupo e vamos em conjunto conversar com o flanelinha. Não agimos com violência, só pedimos que ele se retire do local por se tratar de um ato proibido e que prejudica nosso trabalho”, explica Dilhmann.

A ação vem dando resultado: somente na sexta (15) e sábado (16), os comerciantes evitaram que nove flanelinhas transitassem pela região. “Os clientes já elogiaram. Eles se sentem bem mais seguros quando ninguém pede dinheiro”, garante o presidente da associação.

Questionado sobre a ação no caso de um cuidador de carros não deixar o local, Dilhmann conta que ainda não aconteceu. “Todos entenderam nossa situação e foram embora. Mas, caso aconteça, nossa intenção é acionar a Guarda Municipal ou a Polícia Militar e representar contra ele, já que estão realizando uma atitude ilegal segundo a lei”, conta.

Guarda Municipal considera postura ilegal

A equipe do Portal aRede entrou em contato com a Secretaria Municipal de Cidadania e Segurança Pública para buscar um posicionamento a respeito da atitude dos comerciantes. Através da assessoria de imprensa, a secretaria considerou a postura ilegal e afirmou que pessoas não devem tentar resolver problemas por conta própria.

Confira a nota da Assessoria de Imprensa:

“No entendimento da Guarda Municipal, trata-se de uma postura totalmente ilegal. As pessoas não podem tentar resolver os problemas por conta própria. Além de ser uma conduta equivocada, caso esteja realmente acontecendo, pode até ser perigoso para os próprios comerciantes e para os flanelinhas, pois pode criar um conflito entre as pessoas. O procedimento correto é, caso haja uma situação em que exista a abordagem de um flanelinha a um outro cidadão, que as pessoas acionem a Guarda Municipal, para que os envolvidos possam ser encaminhados para a Delegacia e aí sim, conforme os procedimentos da lei, buscar a solução desta situação. É com calma e dentro da legalidade que poderemos solucionar estes conflitos”.

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