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"Associativismo fortalecido" aposta na experiência

Eleições ocorrem hoje na ACIPG.
Eleições ocorrem hoje na ACIPG. -

Candidato à presidência destaca ações planejadas para o município e a experiência na composição dos diretores. Eleições ocorrem hoje na Acipg

A chapa ‘Associativismo Fortalecido – a certeza de um futuro melhor’ aposta na experiência do empresário Douglas Taques Fonseca para comandar a Associação nesse momento de crise. A maior parte dos diretores já exerceu cargo de diretoria na entidade. Além de desenvolver pesquisas, outras três propostas se destacam: a preparação dos empresários para a exportação, o poder do associativismo para gerar menores custos aos empresários (‘clube de benefícios’, ‘clube do cartão de crédito’ e ‘telefonia móvel empresarial’), e o foco no ambiente virtual.

Jornal da Manhã: O que levou o senhor a buscar novamente essa reeleição?

Douglas Taques: Eu já estava praticamente aposentado. Mas dai uns companheiros de antigamente nos procuraram para que nós fizéssemos uma nova chapa para atender associação comercial em função, inclusive, da situação econômica que vem passando o país. Que vai passar, mas também vai piorar, e estamos vendo tantas empresas fechando as portas, demitindo, e isso prejudica uma barbaridade o comerciante e todos nós como sociedade. Então precisava de uma chapa mais agressiva para se envolver também nessa área de política apartidária, mas que resulte num melhor resultado para o industrial e o comerciante. Em função disso, acabamos aceitando e montando uma diretoria que, acredito eu, muito boa: são pessoas de grande experiência em todas as áreas que já participaram.

 JM: O atual presidente, Nilton Fior, também faz parte da chapa. Quais que seriam as principais mudanças em relação à atual gestão?

DT: Bom, 80% será o que era, o que a atual já está fazendo, complementando com outras ideias. Isso é muito dinâmico, essas políticas, principalmente hoje com a internet: O que é moderno hoje, amanhã já é obsoleto. Existem novas ideias, mas independente do que está escrito, também vamos continuar brigando por um aeroporto na cidade, pelo contorno norte, brigando para que a gente tenha um grande centro de convenções para que as grandes empresas possam realizar reuniões e eventos aqui, do qual hotéis e comércio irão se beneficiar. Também o porto seco, que é uma briga minha há 15 anos. Outra meta também que temos é a área da Embrapa, que hoje temos problema sério que nosso distrito industrial já não comporta mais indústrias.. E faz tempo que estamos nessa tratativa,lidando com deputados e ministros para que seja doada a área para prefeitura.

 JM: Como foi feita a composição da chapa?

DT: A maioria das ideias foi de um, de outro. Não só do Douglas. A função do presidente da entidade é organizar e fazer acontecer aquilo que a diretoria decide. Escolhi a dedo o pessoal. Só pessoal de liderança que despontou no que faz, tem experiência, tem idoneidade, que é importante. São todas pessoas de cara limpa, que tem passado, que tem o que mostrar. É muito fácil não ter feito nada, dizer que vai ser candidato e que vai fazer algo. Mas aqui não: são pessoas que já fizeram, que tem um passado brilhante, de conquistas.

JM: Há uma perspectiva de quanto pode de crescer o número de sócios da Acipg?

 DT: Não vou dar esse numero porque seria muita irresponsabilidade, presencialmente num momento difícil que as empresas estão passando. A que não é sócia tem dificuldade e vai querer propor, ela vai querer resultados. Mas pelo trabalho em si vai vir mais sócios. A meta é trazer benefícios às empresas para diminuir seus custos com compras mais baratas.

 JM: Quais seriam as principais propostas da Chapa? A exportação é um dos principais focos?

DT: Com o dólar alto, chegou num pronto que muitas vezes era viável exportar e outras vezes importar. Então, na minha outra gestão, as empresas estavam, muitas vezes, com a concorrência chinesa, que estava vindo para cá então estávamos incentivando as empresas a fazer contrário a mandar coisas nossas para lá. Depois deu revertério e quem estava exportando teve dificuldade danada, importar era melhor com o dólar a R$ 1,50 . Agora inverteu de novo e voltou a ser interessante o empresário exportar. O industrial tem que estar preparado para o mercado externo para aproveitar melhor o mercado. Outra coisa tem os escritórios virtuais. Por exemplo, para quem tem uma pequena empresa: se você não tem escritório, nada, você adota o escritório da Associação Comercial. A correspondência virá tudo na associação comercial como se fosse endereço do empresário. Ele poderá receber outros empresários lá na associação, com toda estrutura, e isso facilita para o pequeno que está começando.

JM: A economia nacional passa por um momento de retração. Como a Acipg vê isso e o que pode ser feito para tentar reverter esse quadro?

DT: Independente das coisas pontuais que vão beneficiar o comerciante, tem a parte mais abrangente, que a associação comercial tem obrigação de fazer e faz bem para toda a comunidade. E aí inclui essa situação difícil pela qual o país está passando hoje. Sabendo o que vai acontecendo pela frente, aí tem revisão de impostos que vamos estar presente discutindo, brigando. Vamos ter algumas leis discutidas e até na parte de corrupção, vamos ter um trabalho abrangente, não vamos deixar de estar presentes na política apartidária. Política a gente faz 24 horas por dia, agora, sempre independente do partido, defendendo o interesse da comunidade.

 JM: E essas campanhas, como as em parceria com Sindilojas, por exemplo, devem ser continuadas?

 DT: Nessa semana tivemos uma reunião com o Sindilojas, com o Loureiro, e ver o que mais a associação pode colaborar, para fazer a parceria conosco para que a associação possa apoiar eles também no comercio.

JM: A Acipg tem aquele terreno na Visconde de Taunay. Há a planejamento de construir uma nova sede ou nova estrutura naquele espaço?

DT: Aquele terreno foi comprado na nossa gestão, em 2001, são 12 mil metros quadrados. E nós compramos, não endividamos, mas deixamos a Acipg com Caixa. Diferente de quando foi feito o ‘predinho’ atual, que foi financiado. A ideia era pegar os grandes empresários, uma empresa grande, por exemplo, que pode fazer um hipermercado na parte de baixo, e a de cima fica para gente, ou para empresários comprarem salas, algumas coisas assim. Só que vivemos situação complicadíssima, empresas estão fechando, mandando embora, então o cara não faz investimentos se não está aplicando nem na empresa dele.

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