Chapa "ACIPG Mais" destaca o planejamento estratégico | aRede
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Chapa "ACIPG Mais" destaca o planejamento estratégico

A chapa ‘Acipg Mais’ tem como candidato a presidente o jovem advogado Eduardo Salamacha. O grupo aposta na renovação

Eduardo ressalta a grande diversidade de experiências entre os diretores
Eduardo ressalta a grande diversidade de experiências entre os diretores -

 Candidato revela planejamento em médio e longo prazo, além de destacar medidas de combate à crise econômica. Período de votação é das 16h às 20 horas

 A chapa ‘Acipg Mais’ tem como candidato a presidente o jovem advogado Eduardo Salamacha. O grupo aposta na renovação e no ‘sangue jovem’ para executar projetos, apoiados em um planejamento em médio e longo prazo. A chapa possui, no entanto, alguns diretores com experiência, inclusive alguns que já execraram cargos de diretoria na associação. A proposta principal é a ‘Acipg contra a crise’, a qual é dividida em ‘Mais Venda’, ‘Mais Crédito’, ‘Mais Treinamento’, ‘Mais Lucro’, as quais têm outras subdivisões.

Jornal da Manhã: Por que essa nova chapa foi criada? Como ela foi composta?

Eduardo Salamacha: A criação da chapa Acipg Mais ocorreu por um anseio dos associados. Dos próprios nucleados da associação comercial, esses núcleos realizam que realizam inúmeras ações em prol dos associados. Esses núcleos estavam muito insatisfeitos ou boa parte deles com a forma de atuação da atual diretoria. Ocorre que por diversos motivos as necessidades deles não foram atendidas. Então acabamos nos reunindo, diversos associados, diversas pessoas, e formamos uma nova chapa, a Acipg Mais. Apostamos tanto em pessoas experientes, mas também pessoas mais novas, também com experiência sólida nas suas respectivas áreas de conhecimento. É uma chapa que une tanto quem tem juventude para executar quanto quem tem a experiência para fazer.

JM: Por que você, Eduardo Salamacha, resolveu se candidatar à presidência?

ES: Na verdade eu não resolvi, mas foi decisão coletiva do nosso grupo. Muitas pessoas estavam insatisfeitas, e diante dessa eterna mesmice dos diretores, que são amigos, excelentes pessoas, porém é importante para qualquer entidade, poder público ou entidade privada que haja alternância de poder. Quando fica muito tempo um grupo, uma pessoa, coisas ruins acontecem – e isso é histórico, não é bom para ninguém, por melhores que sejam as pessoas. O grupo atual está lá há aproximadamente 20 anos, então é importante para entidade e cidade que se renove.

JM: O que a nova chapa propõe de diferente, nessa ‘renovação’ proposta?

ES: A diferença nossa para gestão atual é que nos preocupamos muito com o planejamento da entidade a médio e longo prazo. Estamos desde já fazendo planejamento com o Reyes, consultor internacional que faz planejamentos de associações comerciais. Ele já fez consultorias na época do Márcio Pauliki que montou todo planejamento. Dá o básico e monta toda dos cinco ‘w’ e dois ‘h’, do que fazer, do como fazer, quando fazer, de modo que a gestão fique organizada. O planejamento estratégico foi infelizmente negligenciado na atual gestão, não foi seguido, então essa é uma falha que infelizmente ocorreu e gera que associação fique a deriva. Esse nosso objetivo: fortalecer o comércio local, fornecer mais soluções aos associados, mais linhas de créditos, mais ferramentas para desenvolver seus negócios. Associação comercial vem sendo muito cobrada em relação a sua omissão no posicionamento político. Então a gente tem ficado de certa forma em neutralidade, que é nociva para a comunidade, porque todos os empresários esperam que quando o poder público haja bem, tenha o apoio da entidade, mas, da mesma forma, quando não haja bem, de acordo com o comprometido com empresários, seja cobrado.

Nossa ideia é colocar núcleos mais participativos como parte do planejamento estratégico da entidade de modo que todos se sintam parte. É exercer o papel associativista. Importante que assuma e de nossa parcela de participação. É com associação forte participativa que se consegue melhorar a cidade.

JM: Há uma previsão de incremento no número de associados em sua gestão?

ES: Olha, eu entendo que, com o Rafael (Lizieri) no time, o cara que levou a associação a 3 mil associados, a gente tem time de vendas forte, então com certeza esse numero vai aumentar vertiginosamente. Não posso precisar quanto, porque vivemos momento econômico delicado no Brasil, então não tem como mensurar um número exato. Mas vamos batalhar para isso.

JM: Quais as propostas e principais ações que serão desenvolvidas?

ES: Basicamente há vários projetos e deles desmembram-se varias ações, como exemplo a ‘Acipg contra a crise’. Um exemplo é que hoje, de acordo com dados do Sebrae, temos na região cerca de R$ 1 bilhão por ano em licitações. O que acontece: desse dinheiro, 70% é contratado aproximadamente por empresas de fora. Essas empresas estão tirando o dinheiro da nossa economia. Todo ano sai R$ 700 milhões para fora e isso é ruim para nosso comércio. Então a media simples que pode ser feita, em parceira com o Observatório Social, é cadastrar um banco de dados de empresas em sistema informatizado de monitoramento. O cadastramento é online e ele manda por e-mail por CNAE, e, por exemplo, se você vende cadeiras, vai receber quando houver licitação que envolva cadeiras. A prefeitura, por exemplo, compra, esse dinheiro vai girar na sua empresa, vai pagar funcionários que vão consumir e vai ficar girando aqui. R$ 50 ou R$ 100 milhões podem ser retidos aqui. Só precisa de boa vontade, planejamento e execução, que tem faltado atualmente na associação.

Outra é o aperfeiçoamento do Portal do RH. Esta em fase final, que vai congregar as maiores empresas da região. Frísia vai participar e vamos chamar outras empresas para que lá seja local de emprego.

Outro exemplo é o Market Place Online, que é uma ferramenta que tem sido pratica no mundo. No Japão, a única saída que as pequenas encontraram para competir com as grandes varejistas online foi se associar e criar um ‘market place’, onde, em conjunto, com dinheiro somado, fazem marketing de forma unificada. Se tem um pool de empresa unificadas, dá poder de compra. Pretendemos associar empresas do mesmo ramo para que tenham mais competitividade no mercado.

JM: A Acipg tem um terreno na Visconde de Taunay. Há a planejamento de construir uma nova sede ou nova estrutura naquele espaço? .

ES: O objetivo primeiramente é ouvir os associados, vai ser parte do planejamento estratégico. Hoje temos uma diretoria que houve pouco e toma decisões sem estudar aprofundadamente os assuntos. Será que precisa, efetivamente? Muitas cidades fazem elefantes brancos. Seria isso ou não? Então, antes de qualquer coisa, o primeiro passo é ouvir a opinião de quem faz parte da entidade.

 Com informações do jornalista Fernando Rogala do Jornal da Manhã.

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