Clima e crise interferem atendimento na UPA
Cancelamento de planos de saúde, aliado ao aumento de doenças respiratórias, fazem com que atendimentos na UPA cresçam consideravelmente.

Cancelamento de planos de saúde, aliado ao aumento de doenças respiratórias, fazem com que atendimentos na UPA cresçam consideravelmente.
De acordo com informações da Agência Brasil, os planos de saúde médico-hospitalar perderam 766 mil usuários em 2015. Essas informações são reflexos da crise financeira que todos os brasileiros estão enfrentando. Esta realidade, misturada com as mudanças climáticas desfavoráveis, onde o mosquito Aedes aegypti e o vírus H1N1 estão ganhando terreno e a população sendo prejudicada, faz com que todos procurem saídas para minimizar os estragos.
Ponta Grossa tem conseguido passar pelas dificuldades e realiza os atendimentos relacionados à saúde de forma adequada. Seja nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), que tiveram acréscimo significativo no número de Equipes de Saúde da Família, nos Hospitais Municipais, onde foi implantado o Pronto Atendimento 24h ou na Unidade Pronto Atendimento 24h (UPA) que foi inaugurada.
Mesmo com estas mudanças, os servidores municipais e prestadores de serviço para a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que trabalham diretamente nas unidades de saúde, sentem o aumento no número de pacientes; os próprios usuários estão percebendo que, nas últimas semanas, os serviços estão com mais pessoas esperando para serem atendidas, seja no serviço de urgência e emergência ou no trabalho eletivo.
Um dos maiores exemplos são os pacientes que procuram a UPA. Atualmente os casos não urgentes e pouco urgentes representam aproximadamente 80% dos atendimentos da unidade, e, por isso, tendem a aguardar mais tempo. “A conscientização da população é fundamental neste momento, onde é primordial que o cidadão procure o serviço adequado para atendê-lo, e assim, poderá, além de esperar menos, ajudar na diminuição da espera de outros pacientes”, comenta a secretária Municipal de Saúde, Ângela Pompeu.
A UPA trabalha com o sistema de classificação de risco, preconizado pelo Ministério da Saúde, e que consiste na priorização do atendimento para os casos mais graves. “Nesse sistema, os pacientes com casos não urgentes e que não fazem parte do perfil de atendimento da UPA, aguardam até que os demais pacientes, mais urgentes, sejam atendidos”, diz Angela. A orientação é que nesses casos os pacientes procurem a Unidade Básica de Saúde e Unidade de Saúde da Família.
Todas as pessoas que utilizam os serviços de saúde pública, e as que passaram a utilizar, devem primeiramente procurar as UBS de referência, de onde serão dados os encaminhamentos corretos. As 50 UBS do município trabalham de segunda à sexta-feira, das 8h às 17h. Fora destes horários e em situações de urgência e emergência, estão disponíveis os serviços da UPA 24h, PA 24h e hospitais.
Informações da Assessoria de Imprensa.





















