Atendimentos do Evangélico serão absorvidos pelo HU | aRede
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Atendimentos do Evangélico serão absorvidos pelo HU

Foi anunciada ontem, por parte da Sociedade Evangélica Beneficente de Ponta Grossa (SEBPG), mantenedora do Hospital Evangélico, a interrupção temporária dos atendimentos médicos as gestantes e recém-nascidos na unidade.

Atendimentos do Evangélico serão realizados pelo Hospital Universitário
Atendimentos do Evangélico serão realizados pelo Hospital Universitário -

Andre Packer

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Hospital Universitário vai absorver a demanda do Hospital Evangélico. Com isso, o HU deve realizar 400 atendimentos, com 280 partos por mês, que eram realizados no Evangélico.

Foi anunciada ontem, por parte da Sociedade Evangélica Beneficente de Ponta Grossa (SEBPG), mantenedora do Hospital Evangélico, a interrupção temporária dos atendimentos médicos as gestantes e recém-nascidos na unidade. 

Entre as justificativas dadas estão à defasagem da estrutura – construída nos idos dos anos 60 – e um grave problema financeiro, como frisado em uma nota divulgada a imprensa. Ambas as situações já haviam sido ventiladas na Comissão Especial de Investigação (CEI) das Maternidades criada pela Câmara de Vereadores. 

Procurado, o presidente da SEBPG, Cassiano Ianke, afirmou que a decisão foi tomada em Assembleia na semana passada. “Para evitar o colapso, optamos por isso. Ainda teremos outras reuniões com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) para definir como será o repasse de verba para as obras necessárias, pois a unidade não é pública, mesmo sendo 100% filantrópica. Temos que tomar um cuidado muito grande neste sentido”, explicou. Por conta desses ajustes, nem o valor investido, muito menos o tempo de interrupção foram revelados. 

A 3ª Regional de Saúde de Ponta Grossa, que pertence a Sesa, informou que os serviços serão interrompidos no dia 31 de maio. “Entre as adequações necessárias estão a reforma completa do Centro Cirúrgico. Não temos como manter a unidade funcionando dessa forma. Por isso, estamos unindo os esforços para que tudo se resolva da melhor maneira possível e que a população não seja prejudicada”, destacou a diretora Sheila Mainardes. 

 Para dar conta dos 400 atendimentos, com 280 partos ao mês realizados pelo Evangélico, a saída foi recorrer ao Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais (HURCG), que vai absorver essa demanda. 

Segundo o diretor geral da unidade, Everson Augusto Krum, há cerca de 20 dias as negociações apontavam para isso. “Para não sermos surpreendidos, abrimos um processo de licitação para efetuar as reformas e adequações necessárias. Ela deverá ser publicada nos próximos dias”, disse ao Jornal da Manhã. De acordo com Krum, o quarto andar do Hospital receberá 32 leitos de maternidade e berçário. “Isso será necessário para que todos os pacientes que dependiam do Evangélico sejam atendidos”, afirma.

Com base na nota apresentada, 93% dos atendimentos realizados no Evangélico eram feitos por meio do sistema público de saúde, graças a uma parceria com a Sesa.

Pietro cobra informações das obras

O vereador e presidente da CEI das Maternidades, Pietro Arnaud, se manifestou através de uma nota. Ele cobrou um comprometimento do governo do Estado para que a situação seja resolvida o mais rápido possível. “É preciso um esforço conjunto das demais instituições hospitalares para atender à demanda pactuada pela unidade hospitalar. Assim como é preciso um esforço do Estado para que nossas maternidades possam atender ao pactuado com qualidade e eficiência – o que exige, todos sabemos, repasses suficientes”, afirmou. Ele destacou ainda que não recebeu informações relativas ao período necessário para as reformas. Por isso, enviou ofício, no início da semana, ao Hospital Evangélico, a 3ª Regional de Saúde, ao Ministério Público (MP/PR) e a Secretária de Estado da Saúde (Sesa) requerendo esses dados.

Unidade busca ainda revitalização de sua equipe técnica

A nota envida aos veículos de imprensa da cidade explica em quais aspectos o Hospital Evangélico precisa evoluir para voltar a ser uma das referências em Maternidade na região. “Esta interrupção visa adequar a estrutura física, modernizar equipamentos e revitalizar a equipe técnica da instituição, além de negociar formas de incrementar os repasses praticados pelo governo, buscando o equilíbrio econômico”. Questionado sobre quanto seria o endividamento da unidade, o presidente da SEBPG, Cassiano Ianke, preferiu não comentar. 

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