Agentes da Polícia Federal voltam a cruzar os braços
Agentes da Polícia Federal de Ponta Grossa fazem nesta terça-feira (25), um movimento de paralisação das atividades. O movimento que começa hoje pretende durar dois dias. O objetivo é chamar atenção da população sobre o que os sindicalistas chamam de "desaparelhamento" do órgão, promovido pelo governo federal. A paralisação acontece no Brasil inteiro e somente serviços essenciais serão mantidos.
O representante sindical e escrivão da PF de Ponta Grossa, Artur Massaki Kanada, alerta que se o movimento não for levado à sério e medidas não forem adotadas existe um risco real de greve, o que afetaria o trabalho principalmente durante a Copa do Mundo.
O representante sindical da PF de Ponta Grossa comentou que - além dos servidores estarem sem reajuste salarial há sete anos - o trabalho está sendo prejudicado pela falta de apoio. Dados do próprio Governo Federal apontam que de 2011 até hoje, o número de indiciamentos - quando a Polícia reúne provas para denunciar autores de um determinado crime para o Ministério Público - caiu em 60% em relação ao período do segundo mandado do governo Lula (2006- 2010). No Paraná, esse número caiu em 51%.
Já em relação à investigações referentes a denúncias envolvendo tráfico de drogas, houve uma queda de 17% no Paraná, no número de indiciados por parte da Polícia Federal. Segundo Kanada, essa diminuição é justamente por falta do apoio do Governo Federal, para com a instituição.
A Federação Nacional dos Agentes da Polícia Federal e seus 27 sindicatos possuem 13,3 mil policiais filiados.





















