Ladrões param ônibus a tiros e cobradora fica traumatizada
Um ônibus da Viação Campos Gerais (VCG) fazia a linha São Francisco quando foi parado com três tiros disparados pelos assaltantes. O fato aconteceu às 20 horas de sábado (22/02) e, por pouco, os disparos não atingiram a cobradora e o motorista do coletivo. Esse foi o 28º assalto aos ônibus da VCG só em 2014 - no ano passado foram 330 roubos aos ônibus da viação.
Marilda Elizabeth Moreiras era a cobradora do ônibus assaltado no último sábado - em dois anos de profissão, esse é o segundo assalto presenciado por Marilda. "Hoje a gente sai de casa e não sabe se vai voltar. Eles não querem saber se não tem dinheiro, estão cada dia mais violentos", conta Marilda.
No último assalto presenciado por Marilda, os bandidos tentaram parar o ônibus com tiros - foram três disparos que atingiram a lateral do ônibus, a menos de dois metros do local onde os cobradores ficam. "Hoje nós saímos de casa para trabalhar e não sabemos se voltamos. Minha vida vale mais que R$ 800 reais", desabafou Marilda.
Segundo o Sindicato dos Motoristas e Cobradores do Transporte Coletivo de Ponta Grossa, as reclamações dos colaboradores da VCG são frequentes. "Praticamente todos os dias nós recebemos relatos de motoristas que tem medo de trabalhar", revela o presidente do Sindicato, Ricardo Peloze.
Para Ricardo, a VCG investe muito na tecnologia dos ônibus (como o aparelho de GPS, por exemplo) e deixa de investir na segurança dos funcionários. "Hoje os colaboradores vão trabalhar com medo de não voltarem para casa. Além disso, a empresa parece fazer pouco para mudar isso", disse Peloze.
A Viação Campos Gerais (VCG) informou que o caso se revela um problema de segurança pública e não da empresa em si. Através da assessoria de imprensa, a VCG divulgou que faz tudo que pode em prol da segurança dos funcionários e que está "do mesmo lado" dos colaboradores, ou seja, também é vítima.
Já para Marilda falta comprometimento, tanto da empresa como do poder público. "Nós fazemos um serviço público, mas estamos abandonados a própria sorte", disse a cobradora.





















