Caixa e Prolar iniciam retomada de moradias irregulares
Foram iniciados na semana passada em Ponta Grossa os trabalhos de fiscalização nas moradias dos conjuntos habitacionais que pertencem ao programa “Minha Casa, Minha Vida” do governo federal.
Intenção é recuperar as moradias em situação
irregular e repassar para pessoas que ainda estão na fila.
Foram iniciados na semana passada
em Ponta Grossa os trabalhos de fiscalização nas moradias dos conjuntos
habitacionais que pertencem ao programa “Minha Casa, Minha Vida” do governo
federal. As ações estão sendo coordenadas por uma equipe da Companhia de
Habitação de Ponta Grossa (Prolar) e devem se estender até o final do mês.
A intenção é identificar moradias
invadidas, destruídas, abandonadas, vendidas ou trocadas, retomando os prédios,
para posteriormente serem repassados para pessoas que ainda estão na fila da
casa própria no município.
Após a visita da equipe, uma placa é afixada na frente e na lateral da moradia.
Nela consta a frase: “Sob Fiscalização. Caixa Econômica e Prolar”.
Segundo o presidente da Companhia,
Dino Schrutt, esse procedimento foi liberado pela Caixa Econômica Federal
juntamente com o anúncio da terceira etapa do “Minha Casa, Minha Vida”. “Será
um trabalho mais incisivo para que tenhamos efetividade nas retomadas dessas
moradias. Ao todo, temos 167 processos em andamento nesse sentido”, explica.
Entre os conjuntos já fiscalizados
está o América, entregue em novembro de 2014. No local, quatro casas receberam
a identificação. Duas situações foram registradas na tarde de ontem pela equipe
de reportagem do Jornal da Manhã. Em uma moradia todos os vidros das portas e
janelas estavam quebrados. Na outra, o telhado apresentava falhas,
possivelmente provocadas por um incêndio. O conjunto possui 500 moradias. Elas
estão instaladas próximo ao Núcleo Santa Luzia. Todas possuem 40 metros
quadrados, contendo dois quartos, um banheiro, sala, cozinha e quintal.
Sobre o cronograma de
fiscalização, Schrutt preferiu manter sigilo. “Não vamos divulgar a sequência
dos trabalhos para evitar que as pessoas ajam de má fé. O que eu posso afirmar
é que todos os residenciais, desde o Gralha Azul, entregue em 2011, serão
fiscalizados”, justificou.
Além do início da fiscalização, o
anúncio da terceira etapa do programa trouxe outra exigência para a Prolar.
“Devido a algumas mudanças, teremos que efetuar um recadastramento com todos os
interessados. Isso deverá ser iniciado no final desse mês. Na sequência
divulgaremos como isso vai funcionar”, relata Schrutt. Entre as alterações
está, por exemplo, a necessidade de inclusão do Título de Eleitor nos
cadastros.
Ao que tudo indica, a fila de
espera da Companhia em Ponta Grossa gira em torno de dez a 12 mil famílias
dentro da faixa 1, com renda de até R$ 1,8 mil.
Governo
investirá R$ 210 bilhões
O Governo Federal lançou na última quarta-feira a terceira etapa do programa
“Minha Casa, Minha Vida” para contratar mais 2 milhões de unidades em todo o
país até 2018. Nos próximos dois anos serão investidos cerca de R$ 210,6
bilhões, dos quais R$ 41,2 bilhões são do Orçamento Geral da União. Também foi
criada uma nova Faixa de renda, chamada Faixa 1,5, ampliando os subsídios para
famílias que ganham até R$ 2,35 mil. Especificamente para Ponta Grossa os
valores destinados ainda não foram revelados.
Trabalho
ganhou repercussão dentro das redes sociais
A fiscalização dentro dos conjuntos habitacionais já repercutiu nas redes
sociais. Muitas pessoas que ainda aguardam uma casa pela Prolar elogiaram a
ação. “Fazendo isso, se tira de uma pessoa que não precisa da casa, pois não dá
valor, e pode ser entregue para pessoas que estão na espera e realmente
precisam”, comentou uma internauta em relação ao trabalho realizado no
Residencial América.