Montagem teatral sobre Corina Portugal em Ponta Grossa propõe debate sobre feminicídio | aRede
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Montagem teatral sobre Corina Portugal em Ponta Grossa propõe debate sobre feminicídio

No palco, o grupo busca revisitar a história de Corina para refletir sobre a violência de gênero e preservar a memória de Corina, cuja história se entrelaça à fé e devoção popular

A imagem de Corina Portugal, vítima de um crime brutal no Paraná no final do século XIX
A imagem de Corina Portugal, vítima de um crime brutal no Paraná no final do século XIX -

Publicado por Lilian Magalhães

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O Bemdito Ato, laboratório artístico formado por Brenda Samara, Cauynê Vieira, Stefane Gonçalves e Vicco Dallenare, inicia o processo de criação de seu primeiro espetáculo teatral: uma montagem que revisita a história de Corina Antonieta Pereira Portugal, jovem vítima de um dos crimes mais brutais registrados na história do Paraná no final do século XIX.

Neste momento, o grupo se encontra em fase de finalização da dramaturgia e do roteiro, após uma etapa inicial de pesquisa que norteou o processo criativo. A partir dessa construção dramatúrgica, terão início os ensaios do espetáculo, com estreia prevista para setembro. A história de Corina foi marcada por delicadeza, fé e sensibilidade, mas também por conflitos e tensões dentro de uma relação atravessada pela violência.

No palco, a narrativa se organiza a partir do crime de feminicídio do qual ela fora vítima, explorando os contextos sociais, as relações de poder e política, bem como as desigualdades que cercam a violência contra a mulher. Mais do que reconstruir um fato histórico, o espetáculo convida o público a refletir sobre a permanência de estruturas de machismo e dominação que ainda hoje alimentam a violência de gênero.

Ao trazer a história de Corina para o presente, a peça busca sensibilizar o público, estimulando uma reflexão crítica sobre a persistência dessa violência ao longo das gerações, além de contribuir para a preservação da memória dessa mulher, cuja história também se entrelaça à fé e a devoção popular na cidade de Ponta Grossa. Como parte da proposta artística, estão previstas rodas de conversa com o público após cada apresentação, criando um espaço de escuta e diálogo sobre os temas levantados pela peça.

O Bemdito Ato é um laboratório artístico formado por Brenda Samara, Cauynê Vieira, Stefane Gonçalves e Vicco Dallenare.
O Bemdito Ato é um laboratório artístico formado por Brenda Samara, Cauynê Vieira, Stefane Gonçalves e Vicco Dallenare. |  Foto: Divulgação.

A iniciativa pretende ampliar o debate sobre feminicídio, violência contra a mulher e memória histórica, aproximando arte e sociedade em uma experiência coletiva de reflexão. O espetáculo marca a estreia do Bemdito Ato como laboratório criativo dedicado à experimentação e à colaboração entre diferentes linguagens artísticas.

A proposta do grupo é funcionar como um espaço de criação compartilhada, no qual todos os integrantes têm voz ativa no desenvolvimento das ideias e projetos. Com essa primeira montagem, o coletivo reafirma o papel da arte como instrumento de memória, denúncia e transformação social, propondo ao público não apenas assistir a uma história, mas refletir sobre ela.

Além da produção teatral, o grupo também inicia sua trajetória no audiovisual. O Bemdito Ato foi recentemente aprovado no 7º PROMIFIC (Programa Municipal de Incentivo à Cultura) para a produção do curta-metragem “O Último Bilhete”, projeto cuja produção terá início em breve.

Com informações da assessoria de imprensa.

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