Diálogos Culturais lança segundo episódio da série 'Papoccino'
Série tem como objetivo ampliar a visibilidade dos artistas da região

Série tem como objetivo ampliar a visibilidade dos artistas da região
A iniciativa Diálogos Culturais lançou na última terça-feira o segundo episódio da série “Papoccino”, produzida pelos jornalistas Douglas Kahl e Zek Ramos. Com objetivo de dar visibilidade aos artistas da região, o vídeo intercala três entrevistas, mostrando contrastes e similaridades dos convidados.
Intitulado 'A Arte é para todos', o vídeo aborda questões de acessibilidade, consumo e direitos de acesso a produções artísticas. “O bate-papo nos faz entender que a Arte deve ser livre, sem restrições ou fragmentações no exercício de seus direitos. Ser acessível, na prática, requer uma transformação social e aplicada de forma sensível e prazerosa”, conta Zek Ramos. O jornalista Douglas Kahl completa dizendo que “o acesso a arte deve ser democrático e livre de pré-conceitos”.
Entre os convidados está o músico Geordani Castilho. Além de compositor local, o artista já foi o vencedor de diversos concursos e festivais de música, entre eles o 31º Festival Universitário da Canção (FUC). “Desde minha infância tive este incentivo musical e do gosto pela natureza dos Campos Gerais”. Tanto a família quanto as parcerias com artistas da cidade contribuíram para a construção musical. “Está tudo interligado uma coisa na outra”, completa Geordani.
O segundo episódio do projeto também contou com a participação de Fernanda Silva. Aluna de música do Conservatório Musical Maestro Paulino, Fernanda destaca que seu interesse pelo repertório clássico veio após ingressar nas aulas de violão. “Não tinha muita ideia do quão amplo era o universo da música, então a rádio, a televisão e a família influenciavam muito”. Ela acredita que o estilo erudito precisa estar em contato com a população, para isso é necessário maior divulgação das atividades artísticas. “Se trata de um crescimento muito pessoal. É uma questão de acostumar mesmo o ouvido, de ter mais contado e da divulgação”, destaca a aluna.
Para completar o time de entrevistados, o episódio contou com a fala da audiodescritora Luana Caroline Nascimento. A profissional aponta que a falta de contato com a produção artística não está relacionada com o desinteresse do público. “Uma criança ou um jovem que não tem estímulo, não se interessa porque não há o contato”. Para Luana, há vários meios que podem tornar o consumo de arte mais inclusivo para portadores de deficiência. “Se não haver um agente transformador que aproxime a Arte destas pessoas, pode acontecer um distanciamento ainda maior”. A audiodescritora reforça que a inclusão “não é apenas aproximar a pessoa da Arte, mas também da sociedade”. Para assistir a entrevista na íntegra, os vídeos estão disponíveis no perfil do Instagram “@dialogosculturais”, na página do Facebook “Zek Diálogos Culturais”, no Youtube e no portal aRede.





















