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‘Magic’ fecha após 35 anos de funcionamento em PG
Daniel Petroski | 10 de março de 2015 - 04:31
O estabelecimento que funcionou por 35 anos no cruzamento das Ruas Benjamin Constant com Doutor Colares teve sua festa de encerramento no último sábado
O fim de semana foi de despedida para os frequentadores da danceteria Magic, uma das mais antigas de Ponta Grossa. O estabelecimento que funcionou por 35 anos no cruzamento das Ruas Benjamin Constant com Doutor Colares teve sua festa de encerramento no último sábado e reuniu centenas de pessoas.
O anúncio do fechamento foi feito por meio das redes sociais. “A Magic Sound Ponta Grossa encerra suas atividades. A casa que proporcionou alegria e diversão durante 30 anos está deixando a Benjamin Constant”, dizia a postagem no perfil da danceteria, concluindo com “em breve, novidades”. O atual proprietário, Ivanor Berte, foi procurado pela equipe de redação do Jornal da Manhã. Porém, funcionários do estabelecimento alegaram que ele está em viagem e deve retornar de São Paulo na tarde desta quarta-feira.
Também pelas redes sociais, dezenas de pessoas lamentaram o fechamento da danceteria e questionaram o motivo para a decisão.
A história da Magic teve início em 1979. Sob a administração de Odival Monçalves, a casa surgiu das festas americanas de garagem e dos saraus. O nome foi inspirado em um show circense de mágica assistido pelo filho de Monçalves em Cascavel. Dá mesma forma, a logo inicial do estabelecimento dava conta de um coelho saindo de uma cartola. A primeira decoração interna foi inspirada no filme “Embalos de Sábado a Noite”, de 1977, que tinha como protagonista o ator John Travolta. O espaço pertenceu a Monçalves até 1991. Depois disso vários empresários assumiram o local, entre eles o jornalista Léo Passeti.
Para o Dj Xandy, que ficou como residente da casa entre os anos 2004 e 2011, comandar o som da Magic era o sonho de quase todo profissional. “Muitos Djs começaram a tocar após verem profissionais se apresentando na casa”, lembra. Antes mesmo de trabalhar no local, Xandy já frequentava o estabelecimento. “Fui frequentador lá pelos anos de 1995. Era a maior danceteria da cidade. Eu não ficava na pista. Fica parado sempre ao lado dos Djs, vendo eles trabalharem”, comenta.
Prédio histórico abrigou ervateira
Na edição do dia 8 de fevereiro deste ano, a coluna Nostalgia, que circula nas páginas do Caderno Urbe e é assinada pelo jornalista, publicitário e colaborador do JM, Antônio Celso Moreira, mostrou que o prédio que abrigava a danceteria foi inicialmente o endereço de uma tradicional ervateira. “O empresário Adalberto Araújo e Cia Ltda. comandava a produção e distribuição do Chimarrão Júpiter e Chá Matte Diana. A sede estava estrategicamente instalada em frente à estação de cargas de trens da Rede Viação Paraná Santa Catarina”, dizia o texto da publicação.