Ponta Grossa
André Vargas busca ampliar eleitorado em PG e região com objetivo de retornar à Câmara
Pré-candidato a deputado federal e atual secretário-geral do PT no Paraná, Vargas já foi vice-presidente da Câmara dos Deputados e busca recomeço na política
João Bobato | 25 de março de 2026 - 05:15
O pré-candidato a deputado federal e atual secretário-geral do Partido dos Trabalhadores (PT) no Paraná, André Vargas, cumpre agenda em Ponta Grossa e região dos Campos Gerais nesta terça-feira (24) com objetivo de ampliar seu eleitorado e reestabelecer vínculos construídos em sua trajetória política. O ex vice-presidente da Câmara dos Deputados concedeu entrevista exclusiva ao Jornalismo do Grupo aRede para detalhar seu projeto estratégico com vistas às Eleições 2026.
À Redação, Vargas cita as cidades da região Irati, Ortigueira, Imbaú e Reserva como municípios inclusos em sua agenda desta semana, as quais ele afirma estar reestabelecendo as relações para organizar tratativas partidárias e políticas do PT no Paraná. O secretário do partido conta que, apesar de ter se afastado do cenário público da política, está presente em importantes discussões que impactam o desenvolvimento do estado, como o novo contorno rodoviário de Ponta Grossa e a solução de gargalos logísticos para a exportação.
Projetos políticos
Ele lembra que tem grande aproximação com as políticas habitacionais, e afirma que Ponta Grossa é o "carro-chefe" dos Campos Gerais, comparando com o que Londrina é para a sua região metropolitana, sendo necessário articular projetos que entendem a expansão das regiões e a relevância dos investimentos em habitações que atendam à demanda da população.
À Redação, Vargas cita um projeto que facilita o acesso à moradia para pessoas com renda de até R$ 5 mil. Ele também rebate as críticas direcionadas ao governo petista, que acusam a gestão de não trabalhar em prol da família. "Como somos contra a família quando fazemos casas para as famílias, programas de alimentação e de incentivo à permanência do jovem nas escolas?", argumenta.
O pré-candidato conta que tem discutido estratégias para as eleições com Gleisi Hoffman, atual ministra de Relações Institucionais do Governo Federal e pré-candidata ao Senado pelo Paraná. "Temos apresentado aos municípios o que o Governo têm feito. Muito mais do que obras, investimos em pessoas", declarou. Vargas também cita a parceria positiva com Enio Verri, diretor-geral da Itaipu Binacional no Brasil, lembrando do evento da última sexta-feira, 20, com a inauguração da nova maternidade da Santa Casa de Ponta Grossa.
Situação 'Lava Jato' e cenário político
Vargas foi questionado pela reportagem sobre a situação da 'Operação Lava Jato', na qual ele teve seu mandato cassado em 2014, e cumpriu três anos de prisão por lavagem de dinheiro. Após anulações da condenação por parte do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2022, ele se tornou elegível novamente. O pré-candidato respondeu que se sente habilitado à disputa. "Eu fui vítima de um fogo cruzado, uma guerra política, cujo objetivo era atingir o presidente Lula. Foi uma circunstância absolutamente atípica, mas superada".
Para Vargas, o cenário polarizado mostra uma dificuldade para "discutir as diferenças", e enfatiza que o país deve valorizar a sua democracia. Em sua visão, o governador Ratinho Junior (PSD), se 'desiludiu' da candidatura à presidência da República, enquanto a filiação de Sergio Moro ao PL é avaliada como "uma contradição".
Já o PT, diz Vargas, está com a chapa organizada com Requião Filho buscando a vaga de governador do Estado do Paraná e Gleisi no Senado. Ainda assim, o pré-candidato afirma que o grupo segue articulando com partidos próximos ao PT e seguirá cumprindo agendas por todas as cidades do estado ao longo do ano.