Editorial
O modelo cívico-militar volta à pauta da comunidade escolar de PG
Da Redação | 15 de novembro de 2025 - 00:03
Na segunda e terça-feira, a Secretaria de Educação do Paraná realiza consultas públicas nas escolas da rede estadual de Ponta Grossa para ouvir a comunidade sobre a ampliação dos Colégios Cívico-Militares e a adesão de unidades ao programa Parceiro da Escola. O ensino cívico-militar resgata valores, incentiva o respeito e prepara os jovens para a vida. É o Paraná na vanguarda de uma educação que une disciplina, mérito e formação cidadã.
Essa é uma conquista do povo paranaense. Os pais solicitam, os alunos aprovam e os números comprovam o sucesso do modelo. Agora, com o apoio do governo estadual, será levada essa transformação também para as escolas que ofertam ensino integral.
Os Colégios Cívico-Militares já estão consolidados como sucesso entre as comunidades escolares que adotaram o modelo, mantendo alta demanda e fila de mais de 11 mil estudantes no aguardo de uma vaga. O sistema combina elementos da gestão civil com a presença de profissionais militares da reserva (inativos) na administração e na rotina escolar.
O principal diferencial das escolas cívico-militares é a aplicação de um modelo de gestão compartilhada entre civis e militares, que buscam aplicar disciplina e organização fora do ambiente da sala de aula. Enquanto o corpo docente civil é responsável pela parte pedagógica, os militares da reserva atuam como monitores, cuidando da disciplina, do ambiente escolar e de atividades extracurriculares, para melhorar o desempenho acadêmico e a convivência.
O modelo busca criar um ambiente mais organizado e seguro, o que, segundo defensores, melhora o foco dos alunos e professores na aprendizagem. As escolas cívico-militares mantêm o currículo regular das redes públicas de ensino (municipal ou estadual), com o acréscimo de atividades e valores civis. No Paraná, houve uma melhora em indicadores educacionais, como redução de reprovação e aumento de desempenho em disciplinas como português e matemática.
A partir do ano letivo de 2024, o Estado passou a contar com 312 escolas na modalidade. Destas, 106 aderiram ao modelo a partir de consultas públicas feitas com a comunidade entre novembro e dezembro de 2023. Além destas, mais 12 escolas que funcionavam sob o modelo PECIM (de gestão federal) também passaram a integrar os CCMs.
Quase cinco anos após sua implementação, o modelo de ensino cívico-militar é considerado um sucesso. Segundo pesquisa do instituto Paraná Pesquisas, o modelo é aprovado por 89,3% dos pais e responsáveis e 90,4% de professores e pedagogos. O grau de recomendação do sistema educacional também é significativo, com 85,9% pontuando que indicariam o modelo para outros pais.