Editorial
A farra dos cabos soltos e emaranhados nos postes de PG
Da Redação | 20 de agosto de 2025 - 01:28

Não é aceitável que cabos que não são mais utilizados na prestação dos serviços públicos fiquem abandonados em vias e logradouros públicos, principalmente quando continuam energizados. Em Ponta Grossa, o cenário urbano sofre impacto negativo por conta desta complexidade de fios emaranhados ou soltos, colocando em ricos pessoas e potencializando o risco de acidentes, em espacial com motociclistas e ciclistas.
Na segunda-feira (18), a Prefeitura de Ponta Grossa e a Companhia Paranaense de Energia (Copel) iniciaram ações para a retirada de cabos sem uso da rede de postes do município. São fiações instaladas por diversas empresas e que perderam sua serventia, mas permaneceram nos locais, causando poluição visual e outros transtornos.
Segundo números da Copel informados à Prefeitura, a companhia realizou, contra as empresas que utilizam o sistema de fiação aérea, um total de 158 notificações de risco e irregularidade em relação aos cabeamentos da rede em 2025. A intervenção, visando à segurança e à melhoria da paisagem urbana, é orientada pela Copel, em parceria com a Prefeitura e com a participação das operadoras de telecomunicações e dados que atuam na cidade.
Invariavelmente, o mau uso dos postes ocorre de maneira clandestina e à revelia. Empresas ocupam os postes sem aprovação prévia da distribuidora de energia e não cumprem as normas técnicas da ABNT e das distribuidoras e ainda não pagam pelo uso do espaço. A ocupação irregular distorce a competição no setor de telecomunicações. E é preciso que todos tenham as mesmas condições e sigam as mesmas regras.
Recentemente, o deputado Ney Leprevost, presidente da Comissão de Obras, Transportes e Comunicação da Assembleia Legislativa, protocolou projeto de lei que determina a substituição gradativa das redes aéreas de energia elétrica, telefonia, internet e serviços congêneres por cabeamento subterrâneo no Paraná. A proposta estabelece que concessionárias de energia e operadoras de telecomunicações sejam responsáveis pela execução das obras, arcando integralmente com os custos da modernização, sem repassar despesas aos consumidores.
O texto do projeto fixa prazos para a apresentação de um plano de transição em até um ano, início das obras em até dois anos e conclusão total no prazo máximo de seis anos. A medida pretende modernizar a infraestrutura urbana, melhorar a paisagem das cidades, reduzir riscos de acidentes com a fiação exposta e aumentar a confiabilidade dos serviços, especialmente em períodos de intempéries. Que Ponta Grossa siga esta tendência. Ganha a cidade; ganha a população.