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Para o torcedor operariano, o jogo desta tarde é o primeiro na luta pelo inédito título de campeão paranaense. Não importa se fora de Ponta Grossa o time não seja apontado como favorito ou mesmo candidato à conquista. A paixão fala mais alto que a razão e a galera vai querer não apenas uma vitória, mas um grande espetáculo diante do Maringá, vice-campeão estadual de 2014.
Todo ano a história se repete e não adianta argumentar que o “Fantasma” está iniciando um trabalho. Mikulis retorna ao clube como diretor de futebol e ele foi responsável pelos grandes momentos do alvinegro nos anos 80 e 90, sempre chegando às finais do Estadual e participando, inclusive, da Série B do Campeonato Brasileiro. A torcida quer o título, até mesmo porque Coritiba e Atlético entram na disputa sem os seus elencos
principais.
Mas a razão não está ao lado do torcedor. Com apenas três ou quatro meses de atividade no ano, o Operário Ferroviário é obrigado a montar um elenco a cada início de temporada e, com recursos limitados, traz “um polaco de cada colônia” - como se dizia antigamente. Cabe ao treinador tentar formar um time após meia dúzia de amistosos.
Contando com a fé da torcida, o “Fantasma” pretende se aproveitar do desinteresse de “Coxa” e “Furacão” para quebrar a escrita.
O Paraná Clube, por exemplo, há muito tempo deixou de ser um bicho papão e o Londrina tem lugar assegurado na Série C do Nacional e vem com uma equipe contínua, sem grandes
estrelas.
Os demais clubes têm estrutura semelhante a do representante princesino, que quer chegar às finais para garantir vaga na Série D e na Copa do Brasil.
Tudo por um calendário que possibilite a manutenção do elenco no segundo semestre e que crie as condições para o clube se impor novamente como um dos grandes do futebol paranaense.

Ótima semana a todos!

Danilo Kravchychyn
danilokrav@hotmail.com

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