Cotidiano
Ponta-grossense relata experiência como voluntário na guerra da Ucrânia
Eduardo Kedan, de 24 anos, atua como motorista de combate e conta ao Portal aRede como decidiu integrar, de forma voluntária, o conflito no leste europeu
João Bobato | 04 de fevereiro de 2026 - 03:20
Quase 4 anos depois, a guerra entre a Rússia e a Ucrânia parece não ter um fim tão cedo. Os ataques, que começaram ainda em 2014 com a anexação da Criméia, pela Rússia, em 2022 se intensificou em larga escala, dando início aos ataques ordenados pelo Kremlin.
Morador de Ponta Grossa, Eduardo Kedan, de 24 anos, deixou o país para servir de forma voluntária no conflito. Em entrevista ao Portal aRede, o ponta-grossense, que atua como motorista de combate, relatou como foi a decisão de deixar o país e atuar na linha de frente da guerra no leste europeu
O combatente relata que o desejo de ir para a Ucrânia começou ainda no início da guerra. "A minha vinda para cá, a vontade de vir para cá, já se iniciou em 2022, mas eu não tinha os meios para vir. Então, eu decidi vir para cá quando eu conseguisse esses meios monetários".
Há 9 meses longe do Brasil, Eduardo contou como foi a postura da família ao saber de sua decisão. "Meu pai e meu irmão me apoiaram, já o resto da minha família não ficaram tão felizes, obviamente, mas tive um grande apoio do meu pai e do meu irmão para vir para cá".
Indagado sobre a chegada em território de guerra, a sensação de estar exposto ao perigo, o jovem ponta-grossense afirmou ser uma pergunta tanto quanto difícil. Para ele, é uma percepção pessoal, que nem todos podem ter: "Eu mesmo senti que eu devia trabalhar e ajudar, é simplesmente isso. Eu vim para cá para isso, então não tem outra resposta, eu vim para trabalhar e ajudar", completou.