Jornalista de Londrina acusa delegação do Operário de depredação no vestiário
As acusações são de que os atletas e/ou membros da comissão técnica defecaram no chão do vestiário e esfregaram nos armários e pias. Além de quebrarem a porta de entrada e as placas com dizeres do Londrina Esporte Clube

Em um vídeo que está circulando nas redes sociais, jornalistas de Londrina estão acusando a delegação do Operário de depredação no vestiário do Londrina Esporte Clube após a partida de domingo (6) no Estádio VGD.
As acusações são de que os atletas e/ou membros da comissão técnica defecaram no chão do vestiário, pegaram as fezes e esfregaram nos armários e pias. Além de quebrarem a porta de entrada, as placas com dizeres do Londrina Esporte Clube e depredarem o espaço visitante no local. Confira a declaração completa:
No entanto, de acordo com as informações da súmula da partida, o documento não menciona fezes, defecação, pias sujas ou qualquer dos atos descritos na publicação.
Porém, a súmula relata uma ocorrência envolvendo um diretor do Operário, acusado de atingir uma funcionária da sala de doping com um chute. Além disso, o documento também registra arremessos de pedras, garrafas e copos contra atletas, necessidade de apoio da Polícia Militar e danos encontrados no vestiário utilizado pelo Operário, incluindo problemas na porta, armários e paredes.
Nota da torcida
A torcida organizada Fantasma Camisa 12 emitiu uma nota nas redes sociais se manifestando sobre as acusações feitas pelo jornalista de Londrina. Confira a nota na íntegra:
A Fantasma Camisa 12 vem a público se manifestar diante da publicação realizada pelo jornalista Rafael Ribeiro, da Clube FM Londrina, sobre os acontecimentos após a partida entre Londrina e Operário, realizada no último domingo (06), no VGD.
Na publicação, o jornalista atribui à delegação do Operário acusações graves, afirmando que “atletas e/ou membros da comissão técnica” teriam defecado no chão do vestiário, pegado as fezes e espalhado o material “em armários e pias”, além de outros supostos atos de vandalismo.
Diante da gravidade dessas afirmações, fomos verificar o conteúdo da súmula oficial da partida.
O documento registra arremessos de pedras, garrafas e copos contra atletas, necessidade de apoio da Polícia Militar e danos encontrados no vestiário utilizado pelo Operário, incluindo problemas na porta, armários e paredes.
Entretanto, a súmula não menciona fezes, defecação, pias sujas ou qualquer dos atos descritos na publicação. Tampouco atribui esses danos a atletas ou membros da comissão técnica do Operário.
Também é importante registrar que a súmula relata uma ocorrência envolvendo um diretor do Operário, acusado de atingir uma funcionária da sala de doping com um chute. O caso deverá ser devidamente apurado.
Não estamos defendendo qualquer irregularidade. Toda ocorrência deve ser investigada e, comprovada a responsabilidade, os envolvidos devem responder por seus atos.
O que questionamos é a transformação de acusações tão graves em fatos consumados quando elas não constam no documento oficial da partida.
Jornalismo exige apuração, responsabilidade e compromisso com a informação. Quanto mais grave a acusação, maior deve ser o cuidado com aquilo que é divulgado.
Fica o alerta: antes de compartilhar uma acusação, procure os documentos, confira os fatos e questione a fonte. Rivalidade faz parte do futebol. A verdade não pode ser torcida para nenhum lado.



