Ferrari surpreende e crava a pole na abertura da F1 em 2022 | aRede
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Ferrari surpreende e crava a pole na abertura da F1 em 2022

Charles Leclerc deixou para trás o atual campeão, Max Verstappen, que foi seguido de perto pela outra Ferrari, de Carlos Sainz. Hamilton larga em quinto.

Ferrari fez o melhor tempo com Charles Leclerc. O outro carro, de Carlos Sainz, larga em terceiro
Ferrari fez o melhor tempo com Charles Leclerc. O outro carro, de Carlos Sainz, larga em terceiro -

Fernando Rogala

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Charles Leclerc deixou para trás o atual campeão, Max Verstappen, que foi seguido de perto pela outra Ferrari, de Carlos Sainz. Hamilton larga em quinto

Começa, neste fim de semana, a temporada 2022 da Fórmula 1. Em um ano marcado por muitas mudanças no regulamento, uma das mais radicais da história, as expectativas eram grandes para uma disputa maior e uma reordenação de forças no mundial. E essas expectativas se confirmaram no treino classificatório, realizado neste sábado (19), para definir o grid de largada para o GP do Bahrein, disputado amanhã (20). Na ponta, nada de Red Bull ou Mercedes: a pole no circuito de Sakhir ficou com o monegasco Charles Leclerc, piloto Ferrari, com o atual campeão do mundo, Max Verstappen, em segundo, e Carlos Sainz em terceiro, com a outra Ferrari. A diferença entre os três primeiros foi de apenas 129 milésimos. Para fechar a segunda fila, apareceu o mexicano Sergio Perez, também da Red Bull.

Lewis Hamilton, multicampeão da categoria, foi o melhor da Mercedes, com um carro que ainda sofre com a falta de velocidade e com os ‘pulos’ nas retas, resultante do efeito solo implementado para essa temporada. O outro carro da Mercedes, que teve a estreia do inglês George Russell, ex-Williams, ficou apenas na nona colocação. Ele não conseguiu encaixar a sua volta rápida no final do treino – no Q2, ele tinha feito um tempo mais rápido que o do Q3, um tempo que daria a sexta colocação a ele, a menos de 20 milésimos do tempo final de Hamilton. A volta de Hamilton foi 680 milésimos mais lenta que a da pole, cravada em 1:30.558.

Porém, as duas maiores surpresas do grid vieram de equipes que disputavam as últimas posições na temporada 2020: Alfa Romeo e Haas. Beneficiadas pela força do motor Ferrari, que aparenta ser o mais forte neste início de ano, elas tiveram carros que avançaram para o Q3, fazendo bons tempos. Se o ‘reestreante’ Kevin Magnussen repetisse o tempo do Q2, ele largaria em sexto, mas no fim das contas ficou com a sétima colocação. Quem cravou a terceira fila foi Valtteri Bottas, que com uma Alfa botou tempo em cima de uma Mercedes, ficando a três décimos de seu ex-companheiro de equipe, terminando em sexto.

Depois, fechando os dez mais rápidos, apareceram Fernando Alonso em oitavo, com a Alpine, e Pierre Gasly, em décimo com a Alpha Tauri. Entre os dez primeiros, sete equipes diferentes. E entre as três equipes restantes do grid, a Mclaren e a Williams tiveram um carro avançando para o Q2, com Lando Norris e Alex Albon, respectivamente. Apenas a Aston Martin teve os dois carros eliminados na primeira fase da classificatória.

Segunda parte do pelotão

Outro piloto que fez uma boa classificação foi Mick Schumacher, filho do heptacampeão mundial, que terminou em 12º com a Haas, logo atrás de Esteban Ocon (Alpine), no início de sua segunda temporada na categoria. Embora tenha sempre ficado atrás de seu companheiro Magnussen, o jovem alemão cravou 1:31.998 no Q2, tempo que o garantiria na oitava posição no Q3, logo atrás da outra Haas.

Uma das maiores decepções foi a McLaren. Lando Norris foi o piloto com o melhor desempenho entre as equipes que têm fornecimento de motor pela Mercedes, terminando em apenas 13º. É a equipe que mais ‘andou para trás’ nesta temporada, em relação ao ano passado. Daniel Ricciardo, com a outra Mclaren, terminou apenas em 18º. Quem terminou em 14º foi Alexander Albon, que andou muito forte com a Williams, colocando quase um segundo sobre o seu companheiro, Nicolas Latifi, que terminou em último, com 1:33.634 (três segundos mais lento que a pole). O estreante Guanyu Zhou, da Alfa Romeo, ficou em 15º e último do Q2.

Entre os eliminados do Q3, o melhor desempenho foi de Yuki Tsunoda, da Alpha Tauri, que terminou em 16º. Ele foi seguido por um Nico Hulkenberg, que já estava aposentado, e retomou o assento da Aston Martin deixado por Sebastian Vettel, após ser diagnosticado com covid. Mesmo sem dirigir um carro de Fórmula 1 há mais de um ano, e não ter contato com o novo carro na pré-temporada, o alemão andou mais de dois décimos mais forte que seu companheiro, Lance Stroll, que terminou apenas em penúltimo. Hulkenberg, aliás, foi mais rápido que o próprio Daniel Ricciardo, com uma McLaren que tem o mesmo motor Mercedes.

A corrida de amanhã

Como será a primeira corrida da nova era, com carros mais pesados, mais curtos, e o retorno do efeito solo, as expectativas são grandes para ver se as mudanças realmente deixarão os carros mais próximos nas curvas, com a possibilidade de entrar na reta mais perto do carro da frente para efetuar as ultrapassagens. Os pilotos ainda estão se acostumando com os bólidos, o que pode trazer muitas disputas e erros. Da mesma forma, há a possibilidade de um número maior de quebras do que os fãs estavam acostumados nos últimos anos.

Aos interessados, a largada para o GP do Bahrein da Fórmula 1 está marcada para o meio-dia deste domingo (20), no horário de Brasília, com transmissão pela TV Bandeirantes (BAND). 

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