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Em clima tenso, Operário visita o Oeste nesta noite

Elenco e diretoria foram alvos de protestos após o empate dentro de casa contra o Vitória na última rodada

Trabalho de Gerson Gusmão vem sendo questionado por parte da torcida alvinegra
Trabalho de Gerson Gusmão vem sendo questionado por parte da torcida alvinegra -

Gabriel Sartini

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Elenco e diretoria foram alvos de protestos após o empate dentro de casa contra o Vitória na última rodada

Já são quatro jogos consecutivos sem vitórias e o clima é tenso entre Operário Ferroviário e torcida. Enquanto o time despenca na tabela de classificação da Série B, os torcedores alvinegros pedem a mudança no comando técnico da equipe e cobram mais resultados dentro de campo. Após o empate dentro do Germano Krüger na última sexta-feira (2), a situação ficou ainda mais pesada e torcedores cercaram diretoria e jogadores na saída do estádio para cobrar mais futebol.

Este é um rápido resumo da situação em que se encontra o Fantasma horas antes do duelo contra o Oeste, na Arena Barueri, pela 14ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. A partida acontece nesta segunda-feira (5) a partir das 20h e, embora a diretoria ainda esteja bancando a permanência da comissão técnica liderada pelo treinador Gerson Gusmão, um resultado negativo fora de casa pode acirrar ainda mais os ânimos.

O adversário desta noite é o lanterna da Série B. Foram apenas seis pontos conquistados em 13 jogos, apenas uma vitória e três empates, além de nove derrotas. O Oeste ainda tem um dos piores ataques do campeonato, com nove gols marcados, e a pior defesa da competição, com 25 gols sofridos.

O Alvinegro chegou a brigar pelo G4 da competição, mas hoje é apenas o nono colocado na tábua de classificação com 18 pontos, quatro atrás do G4 e dez atrás do líder Cuiabá. A posição atual é a pior que o Alvinegro de Vila Oficinas se encontra desde o início da competição. Enquanto assiste ao maior rival da competição nadar de braçada no topo da tabela, o Fantasma segue claudicante e, nos últimos sete jogos, foram três empates, três derrotas e apenas uma vitória. O desempenho irritou a torcida, que cobra mais raça e atitude dentro das quatro linhas.

Há especulações sobre um racha nos vestiários e que este seria o motivo para que o time não entregue o futebol que já foi apresentado em outros momentos. Embora essa possibilidade não tenha sido confirmada, o próprio técnico do time já indicou que algo do gênero possa ter ocorrido quando afirmou que o atacante Douglas Coutinho deixou de ser escalado no time titular por "não estar com a cabeça 100% no Operário".

Nas redes sociais, local que os amantes do Fantasma encontraram para expressar suas opiniões, há muitos torcedores pedindo a saída de Gusmão e da comissão técnica, além de cobrarem a rescisão de contrato de atletas que estão entregando muito abaixo do esperado. Em menor quantidade, mas ainda assim em número expressivo, há quem apoie a permanência do treinador alvinegro e aponta o nível dos adversários como principal fator para os resultados adversos dos últimos jogos.

Apesar das manifestações, o grupo gestor vem bancando a permanência de Gusmão, técnico que está há mais tempo no comando de uma equipe entre as principais divisões do futebol brasileiro. O resultado diante do Oeste, no entanto, pode ser fundamental para que este cenário seja reavaliado num futuro próximo.

Operário x imprensa

Além do protesto de torcedores na saída do GK na última sexta, o clima ficou tenso também entre a diretoria alvinegra e a imprensa, como se não bastassem as dificuldades que o time vem enfrentando na competição. Jornalistas que cobriam o jogo foram intimidados por membros da cúpula do Operário por retratarem os protestos e também por questionarem o desempenho do time. É importante destacar que o papel da imprensa esportiva é o de apresentar os fatos, sejam eles favoráveis ou não ao time ou ao dirigente.

A cobrança descabida dos cartolas alvinegros, para que a imprensa apoie o Operário, vai justamente contra o papel do jornalismo, que é o de apresentar os fatos como eles são, independentemente de quem vá gostar do que é retratado. Afinal de contas, sem a presença do torcedor no estádio, é o profissional da imprensa que leva a ele tudo o que está acontecendo da forma mais fidedigna possível. A paixão e o apoio incondicional devem ficar apenas para a torcida.

Após o episódio, inclusive, o Operário Ferroviário foi denunciado ao Sindicato dos Jornalistas do Paraná (Sindijor-PR), que relatou parte do que ocorreu no estádio na última sexta. “Na primeira situação, o diretor jurídico do clube, Rodrigo Sautchuk, intimidou o jornalista Sebastião Machado Neto, que cobria a partida no estádio pela Rádio Clube sendo que, inclusive, houve a necessidade de intervenção de terceiros para conter as investidas contra o profissional”, relata a entidade sindical.

“Na sequência, após a partida, durante entrevista coletiva remota, em protesto pela situação ocorrida com Neto, a Rádio Clube optou por não realizar perguntas ao técnico do Operário, Gerson Gusmão. Incomodado com a atuação dos jornalistas, dirigindo-se aos profissionais que declinaram de participar da coletiva, Gusmão declarou a ‘quem deixou de fazer perguntas’ que ‘é preciso ser homem e ter coragem para falar por frente’ – claramente, tentando intimidar os profissionais”, destaca ainda a nota do Sindijor.

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