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Diretoria do Caramuru se pronuncia após protesto

Atletas se manifestaram contra atrasos de salários durante a partida contra o SESC (RJ) pela Superliga

Atletas utilizam faixas no braço durante a partida
Atletas utilizam faixas no braço durante a partida -

João Vitor Rezende

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Atletas se manifestaram contra atrasos de salários durante a partida contra o SESC (RJ) pela Superliga

Em nota, a diretoria do Caramuru Vôlei se pronunciou após o protesto dos atletas no último sábado (19) contra atrasos de salários. A manifestação aconteceu durante a partida contra o SESC (RJ) pela Superliga e incluiu faixa verde nos braços dos jogadores e a ‘cessão’ do primeiro ponto da partida ao adversário – os atletas permaneceram parados após o saque da equipe carioca.

O pronunciamento foi publicado nesta terça-feira (22), no site do clube. “Nosso principal objetivo neste momento é honrar compromissos salariais com toda uma equipe que faz parte do nosso dia a dia. Honrar salários de todos, honrar o nome do nosso Clube que tem uma trajetória de superação já conhecida por todos e manter a credibilidade da nossa história”, diz o comunicado.

“Nossos atletas estão acompanhando todo esforço em busca de adequar a receita e, em breve, estarão com seus merecidos salários em dia. A situação é momentânea e muito em breve estaremos com tudo regularizado, para que atletas e profissionais possam também honrar seus compromissos e para voltar a vestir nossa camisa com o mesmo carinho que sempre vestiram. Estamos todos, nós do Caramuru Vôlei, juntos com os atletas e não os deixaremos desamparados”, informa o texto.

Em contato com um atleta da equipe, que optou por não ser identificado, a maioria dos integrantes da equipe está há, pelo menos, três meses sem receber salários – alguns não receberam remuneração durante a temporada, iniciada em outubro de 2018.

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), organizadora do campeonato, exige Declaração de Regularidade Financeira dos clubes ao renovar a permanência para o ano seguinte, comprovando não ter pendências com atletas e integrantes de comissões técnicas. Ao fim da temporada passada, o Canoas (RS) não conseguiu manter a licença para disputar o certame, após ter débitos de até oito meses com o elenco.

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