Gestor do Operário lamenta decisão contrária à cessão do GK
Em entrevista, Álvaro Góes esclareceu a proposta da municipalização do Germano Krüger, vetada pelo sócios patrimoniais do clube

Em entrevista, Álvaro Góes esclareceu a proposta da municipalização do Germano Krüger, vetada pelo sócios patrimoniais do clube
Após a assembleia dos sócios patrimoniais no último sábado (1) vetar a cessão do Germano Krüger para a Prefeitura Municipal de Ponta Grossa, o Operário Ferroviário busca alternativas para reformas no estádio. O presidente do Grupo Gestor da equipe, Álvaro Góes, participou de entrevista no portal aRede nesta segunda-feira (3) e deu mais detalhes do posicionamento da diretoria do futebol sobre o caso.
O gestor resume a tentativa fracassada em tristeza. Segundo Góes, o entendimento sobre a proposta foi equivocado, pois a Prefeitura não administraria o estádio. O presidente afirma que um acordo já estava encaminhado com o poder público, que repassaria o poder de gestão e manutenção do Germano Krüger para o Operário. O principal intuito da parceria era arrecadar recursos estaduais ou federais.
Um dos exemplos citados por Álvaro é a Estádio Olímpico Regional Arnaldo Busato, de Cascavel. Dos mais de R$ 6 milhões utilizados na obra, 90% foram de recursos federais, do Ministério do Esporte. Entre os reparos feitos no local, estão o gramado, estrutura interna, arquibancadas, sonorização e sistema de segurança.
Para solucionar emergencialmente esta questão, uma recontagem da capacidade do Germano Krüger foi feita por uma empresa especializada. Com isso, 1800 novos lugares foram aferidos, aumentado para 10600 pessoas. A nova contagem foi repassada para aprovação do Corpo de Bombeiros. A partir daí, um novo laudo será emitido e enviado para a Federação Paranaense de Futebol (FPF). Desta forma, a capacidade mínima para a disputa da final da Série C e da Série B seriam atendidas.
Mesmo com a cessão negada, algumas reformas serão feitas no estádio, para melhorar a comodidade do torcedor e também para adaptações necessárias a partir de ordens da CBF. Os reparos no gramado e em sua irrigação, no túnel de acesso ao gramado e iluminação para retirar os atuais postes que estão deteriorados, resultarão em um investimento de R$ 500 mil, já previsto no planejamento para a próxima temporada.
Álvaro também destacou a repercussão nacional do Operário após o acesso para a Série B do Campeonato Brasileiro, que tem dado ainda mais visibilidade para a equipe. “Quando se fala do Operário Ferroviário, se fala também da cidade de Ponta Grossa e isso me deixa muito orgulhoso. É o reconhecimento do trabalho de toda a diretoria, que se dedica ao Operário”, garante.
Tal destaque também aumentou o assédio nos protagonistas da equipe. Segundo Góes, o alvinegro recebeu propostas para liberar um dos jogadores do elenco para um clube da Série B, porém, a tratativa foi recusada. Além disso, o técnico Gerson Gusmão também recebeu ofertas da segunda divisão, incluindo uma do Brasil de Pelotas, que também foi negada.
Votação
A assembleia realizada na tarde do último sábado (1) entre os sócios do Operário decidiu pela não municipalização do estádio Germano Krüger. Dos 168 membros que participaram da votação, 56% votou pelo ‘não’, enquanto 44% queriam a cessão do estádio para a Prefeitura. De acordo com o presidente da diretoria do clube, Marcos Cosmoski, a assembleia foi importante para esclarecer muitas dúvidas dos sócios quanto ao pedido do Grupo Gestor. “Não é que os sócios sejam contra o futebol, mas a maioria entendeu que faltaram garantias por parte do poder público”, explica.
Empate sem gols na ida
O Operário Ferroviário entrou em campo contra o Bragantino no último sábado (1), pela primeira partida da semifinal da Série C. As duas equipes não saíram do zero no jogo disputado no Estádio Nabi Abi Chedid. A volta acontece no próximo domingo (9), no Estádio Germano Krüger. Um novo empate, com ou sem gols, levará a decisão para os pênaltis. O vencedor conquista a vaga para a final do certame. Os ingressos para o duelo já estão sendo vendidos, por R$ 100,00 a inteira e R$ 50,00 a meia-entrada, na Loja do Fantasma, Lojão do Keima e Supermercado Vitor, com pagamento apenas por dinheiro em espécie.





















