Ciclismo celebra resultados e tenta resgatar história
Quase três décadas depois de chegar ao seu ápice com um atleta nos Jogos Olímpicos, Ponta Grossa colhe resultados do trabalho duro desenvolvido no ciclismo

Quase três décadas depois de chegar ao seu ápice com um atleta nos Jogos Olímpicos, Ponta Grossa colhe resultados do trabalho duro desenvolvido no ciclismo
Esporte tradicional em Ponta Grossa e que atrai cada vez mais adeptos, o ciclismo também é fonte de muitas conquistas para os atletas da cidade, que se destacam em competições de nível nacional. O principal exemplo é Talita da Luz de Oliveira, que ganhou três medalhas nos Jogos Abertos do Paraná (JAPs) e encerrou o ano como líder do ranking nacional de Estrada Sub-23, da Confederação Brasileira de Ciclismo.
O diretor técnico da Liga de Ciclismo Campos Gerais e técnico das equipes oficiais da cidade de Ponta Grossa, Mauro Ricetti Paes, acredita que os próximos anos serão de trabalho ainda mais duro para que a principal representante da modalidade na região lute pela pontuação necessária para participar dos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020.
“A Talita é uma atleta de alto rendimento, então nossa expectativa é que em menos de dois anos ela entre no circuito internacional para conseguir essa pontuação”, explica. “Ela tem conseguido resultados relevantes e que mostram que é possível tentar, mas estamos tentando viabilizar a participação dela nessas competições com apoios e patrocínios”, completa.
Somente em 2017, a ciclista ponta-grossense ganhou uma medalha de prata e duas de bronze nos JAPs, além de outros resultados relevantes nas provas de mais alto nível. Ela ganhou o GP de Salvador, ficou entre as cinco melhores da 70ª Prova Ciclística 9 de Julho, em São Paulo, e também na Volta Ciclística Internacional do ABCD, em Diadema (SP).
Além dos números expressivos do principal nome do ciclismo da cidade, as equipes da modalidade também celebraram bons resultados nos JAPs. A seleção feminina ficou com o terceiro lugar geral, enquanto os homens ficaram com o quinto lugar geral na principal competição do Estado. “Na verdade, esse é o fruto de muitos anos de trabalho desenvolvido aqui”, comenta Paes. Ele lembra que o auge do ciclismo ponta-grossense foi em 1988, quando Antônio Carlos Silvestre participou das Olimpíadas de Seul. “Desde lá existem várias pessoas que se apaixonaram pelo ciclismo e trabalham gerando novos talentos, esse é o principal segredo”, complementa.
O principal objetivo da Liga para 2018 é montar uma equipe que possa representar a cidade em mais competições. Atualmente, os atletas se unem apenas para defender a cidade nos JAPs, mas correm por equipes diferentes no restante do ano. “Estamos tentando trazer um projeto maior para que a gente possa correr o ano inteiro juntos e representar a cidade em todas as provas que participamos, mas ainda esbarramos na dificuldade financeira”, conclui Paes.





















