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Calendário apertado e paralisação frustraram planos do Fantasma

Na primeira entrevista após fracasso na Divisão de Acesso, Gersinho Gusmão reconhece erros do time e aponta outros fatores que contribuíram para que Operário permanecesse na Segundona

Gersinho fala pela primeira vez após queda do Operário
Gersinho fala pela primeira vez após queda do Operário -

Mario Martins

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O técnico Gerson Gusmão veio a público nesta terça-feira (4) pela primeira vez desde que foi confirmado o fracasso do Operário na Divisão de Acesso do Paranaense. Acompanhado do presidente do grupo gestor, Álvaro Góes, o treinador foi sabatinado pelos jornalistas sobre os problemas que levaram o Fantasma a permanecer na Segundona do Estadual por mais um ano e também sobre as perspectivas para a sequência na Série D.

Gersinho reconheceu as falhas do time em lances capitais nas quatro partidas em que o time levou gols nos últimos minutos, mas lembrou que os lances aconteceram em situações diferentes. “Não foi um ou dois jogadores que falharam todos os jogos, foram lances e situações diferentes que acarretaram esses gols em momentos finais”, destaca o treinador.

O técnico garantiu que “nada justifica ou vai trazer menos dor ao nosso torcedor” quando tentava justificar o que motivou a queda do Operário na Divisão de Acesso. Além das falhas individuais nos últimos minutos das partidas, Gersinho também destacou a paralisação do campeonato durante o julgamento do processo envolvendo a Portuguesa Londrinense e o calendário apertado do Fantasma, o que acabou beneficiando os adversários.

“Nós pensávamos nos jogos dois ou três dias, enquanto nosso adversário trabalhava de sete a dez dias no nosso jogo”, explica. “Não é que isso foi fundamental e que não demos importância para a Segunda Divisão, mas tínhamos que colocar muito jogo a jogo, enquanto nossos adversários tinham tempo para se preparar para jogar contra nós. A preparação para o jogo é muito importante para estudar o adversário e não tivemos esse tempo”, justifica o treinador.

Ainda na coletiva de imprensa, Gersinho lembrou que o time fez bons jogos na Segundona, principalmente nos disputados no Germano Krüger, mas as falhas no fim das partidas é que ficarão marcadas para o torcedor e também para o elenco. “A gente procurou fazer o que estava dentro do possível, mostrar a importância de conseguir os resultados, e os jogadores correram demais, se entregaram muito como não vinham fazendo em outros jogos”, completou o treinador.

Góes também foi questionado sobre a situação do Operário na Divisão de Acesso e lembrou da confusão envolvendo torcedores após o empate contra o União, no Germano Krüger, que tirou o time da briga por uma vaga na elite do Estadual. “Aceito críticas, o Gersinho também aceita e os jogadores também escutam as críticas, respeitamos isso, mas dentro de um limite, tem um certo ponto”, enfatizou. “Agora tem que focar na Série C, os jogadores estão conscientes e nós também estamos”, afirmou o presidente do grupo gestor do Operário.

Foco na Série D

Embora o foco das perguntas tenha sido a permanência por mais um ano na Divisão de Acesso, o treinador também falou sobre o jogo importante que o time tem na Série D do Campeonato Brasileiro. No próximo sábado (8), o Fantasma viaja para encarar a Desportiva no estádio Engenheiro Araripe, em Cariacica (ES), na segunda fase da competição

“A Desportiva tem tradição e um torcedor fanático. Vejo a equipe deles do mesmo nível do Operário, mas nesse momento, o importante não é ter uma grande equipe, é fazer bons jogos”, frisou o treinador, que garantiu já estar estudando o adversário e ter as informações sobre como joga a equipe capixaba. “Hoje em dia a comunicação é muito fácil, a gente consegue [informações] deles e eles conseguem da gente. Tem que fazer um primeiro jogo bom que você encaminha bem o jogo de volta. Vamos nos preparar bem para enfrentar um adversário difícil”, prometeu.

O técnico lembrou ainda que também cabe ao técnico gerir a parte emocional do time e que, após a eliminação, é importante manter o inconformismo no elenco para correr atrás do resultado. “Você tem que sentir esse retorno do atleta, tem que estar motivado, inconformado com a situação, por não ter conseguido nosso objetivo, não ter alcançado o que a gente preparou”, concluiu o treinador.

Busca por reforços

Álvaro Góes garantiu que o time já estuda a contratação de reforços e que até o fim da semana deve haver novidades sobre as negociações. Os nomes dos atletas que estão na mira do Fantasma não foram revelados, mas Góes disse que os times em que eles estão atualmente teriam partidas importantes na terça (4) e na quinta-feira (6).

O time ainda tem um jogo para fazer pela Divisão de Acesso, na quarta-feira (5), contra a Portuguesa Londrinense. A partida, marcada para as 15h no Estádio do Café, não vale mais nada para nenhuma das equipes e, por isso, o Operário vai com o time reserva para Londrina. Depois desse jogo, a diretoria pretende sentar com a comissão técnica para avaliar quais jogadores devem ficar no elenco e quem será dispensado.

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