Operário comemora 105 anos de história no Dia do Trabalho
Campeão em 2015, time alvinegro de Vila Oficinas festeja a data neste feriado de 1º de maio

Campeão em 2015, time alvinegro de Vila Oficinas festeja a data neste feriado de 1º de maio
Considerada uma dos mais tradicionais equipes do Paraná e do Brasil, o Operário Ferroviário completa 105 anos de fundação neste 1º de maio. A data passou em branco, sem programação de atividades oficiais por parte do clube. Neste ano, o Fantasma disputa a Segunda Divisão. Os jogos da chave da equipe estão suspensos desde a semana passada pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD). Pela Série D, o Operário estreia no dia 21 de maio contra o Brusque, às 15h30, no Estádio Germano Krüger. No grupo do Fantasma na competição também estão XV de Piracicaba (SP) e São Paulo (RS).
O Operário nasceu da fusão do time da Rede Viação Paraná-Santa Catarina e alguns jogadores do Riachuelo Sport Clube. Existe a versão de que o clube surgiu do Tiro de Guerra. Historicamente ficou definida a data de fundação do clube como 1º de maio de 1912, mas não existe nenhum registro oficial. No dia 7 de abril de 1913, o jornal Diário dos Campos trouxe a seguinte matéria em sua primeira página: "Temos a honra de levar ao vosso conhecimento que hoje, em Vila Oficinas, com grande número de pessoas propensas a fundação de uma sociedade esportiva de foot ball, em sessão ordinária foi eleita a primeira diretoria desta associação denominada de Foot Ball Clube Operário Pontagrossense, que deverá reger os destinos do mesmo durante o primeiro ano de sua fundação."
Em 1913, foi formado o primeiro time da história do Operário para as disputas de jogos amistosos e das primeiras competições locais e estaduais. A escalação da equipe, neste ano, foi a seguinte: José Moro, Pedro Azevedo, Alexandre Bach, Henrique Piva, João Simonetti, Souza, Ewaldo Meister, Adolfo Piva, Holger Mortensen e Ernesto.
Em 1917, após perder um torneio preliminar que definiria o último participante do campeonato paranaense para o Savóia, de Curitiba, os dois clubes resolvem unir forças no estadual. Em 1915 o mesmo Savóia havia impedido o "acesso" do Operário Sport Club para a divisão principal. A parceria durou apenas um ano, e o Operário Sport Club passou a jogar apenas a liga local por algum tempo. Futuramente o campeão da Liga de Ponta Grossa enfrentaria o campeão de Curitiba.
O Operário Sport Club se tornou rapidamente o maior campeão da Liga de Ponta Grossa. Infelizmente não há dados exatos sobre quantos títulos o clube conquistou. O que se sabe, porém, é que desde quando o campeão de Ponta Grossa enfrentou o campeão de Curitiba, em 1923, o Operário foi o clube que mais participou de decisões.
O time foi campeão pontagrossense nos anos de 1923, 1924, 1925 e 1926, enfrentando Britânia, Palestra Itália, Atlético-PR e novamente Palestra Itália nas decisões subsequentes, sendo derrotado em todas. Em 1926, contra o Palestra Itália, uma decisão polêmica: o empate em 2x2 obrigaria um segundo jogo em Ponta Grossa. O encontro não aconteceu em razão dos inúmeros “compromissos” do Palestra. Assim o Palestra, apenas por ser da capital, foi declarado campeão da temporada.
Em 1927 o clube acabou participando do campeonato de Curitiba, nomeado campeonato paranaense, com outros 5 clubes, sendo quatro de Curitiba e um de Ponta Grossa, o União Campo Alegre. Ao final do primeiro turno o clube desiste da competição, tendo sua atitude repetida pelo companheiro de cidade. Em 1928, revoltados com a administração da Federação Paranaense de Desportos, todos os clubes de Ponta Grossa desistem do campeonato, que tem o menor número de times de sua história: Quatro.
Em 1929 o clube retornaria às competições da FPD, agora com um novo formato. Não se tratava apenas de um confronto entre o campeão da liga de Ponta Grossa e o campeão da liga de Curitiba, sendo acrescentada a liga de Paranaguá. Mesmo com a maior concorrência o time conquistou outro vice-campeonato estadual. O desempenho se repetiu em 1930 e 1932, dando espaço para um título do rival Guarani em 1931, que perdeu a final para o Coritiba e trouxe outro vice para a cidade. Em 1933 o campeão foi o Nova Rússia Esporte Clube, também derrotado na final do paranaense.
O nome Operário Ferroviário Esporte Clube, como é conhecido hoje em dia, surgiu da fusão entre o Operário Sport Club e o Club Atlético Ferroviário, que era o grêmio dos funcionários da Rede Ferroviária. Na reunião realizada em 15 de maio de 1933 presidida por Luiz Guimarães, ficou decidido as cores preta e branca e o nome atual. Participaram da reunião 48 associados. A influência dos ferroviários foi decisiva para a formação das equipes de futebol que representaram o clube e também para o crescimento do patrimônio, uma vez que o local onde hoje está erguido o Estádio Germano Kruger pertenceu à Rede Ferroviária, bem como os terrenos da sede social.
Após a fusão o time continuou muito forte. Até 1941 o Operário venceu 5 dos 8 campeonatos citadinos que disputou, infelizmente sempre sendo derrotado na derradeira final contra o time da capital. Com a II Guerra Mundial, os embates entre interior e capital se encerraram. Os clubes do interior só voltaram a disputar o campeonato paranaense em 1950, e aos poucos foram recheando o campeonato. Em 1953 um time de Ponta Grossa voltou ao paranaense: o Guarani. Já em 1954 o Operário voltou a disputar o paranaense.
Os anos 50 representaram o início do profissionalismo de fato para o futebol pontagrossense. Com o Operário não foi diferente, e a situação econômica estável, o transporte facilitado pela rede ferroviária e os lucros do clube advindos principalmente dos sócios, que eram funcionários da malha ferroviária. A dupla pontagrossense era vista com respeito pelo trio de ferro da capital, Atlético, Coritiba e Ferroviário. Apesar da boa fase, o Guarani, time mais rico, ficou na frente do Operário durante 3 anos consecutivos, contando inclusive com um vice campeonato em 1956.
Pra reverter essa situação, o Operário monta um time muito forte em 1958. Com o desaparecimento de clubes fortes do interior, como o Jacarezinho e o Monte Alegre de Telêmaco Borba, seus melhores jogadores são vendidos ao fantasma. Como eram equipes bastante qualificadas, sendo o CAMA campeão recentemente e o Jacarezinho, vice, não foi à toa que o time assombrou os tradicionais da capital. Contando com o artilheiro Zeca, o clube ficou a apenas 2 pontos de conquistar o título, disputado em pontos corridos. Um empate em casa contra o campeão Atlético foi decisivo para a perda do título. Nesse mesmo ano o time passou a ser conhecido como "Fantasma da Vila", por assombrar os grandes clubes da Capital. O terceiro lugar geral no ano seguinte confirmava a boa fase do clube.
A fase era tão boa que em 1961 o Operário conseguiu derrubar um grande clube, o Coritiba, nos tribunais. O campeonato foi disputado em grupos, sendo que o Operário jogava contra os times de Curitiba. Os campeões dos grupos iriam para a fase final. As finais do zonal sul foram bastante equilibradas, sendo necessário 4 jogos para se apontar um campeão: uma vitória do Operário, uma vitória do Coritiba e dois empates. Na prorrogação, mais um empate, e o time do Coritiba levaria o título no saldo de gols.
Neste ponto, o time do fantasma entra com uma ação no TJD contra a escalação do jogador paraguaio Agapito Briez Sanches pelo Coritiba nos dois primeiros jogos. Segundo o regulamento da época, um jogador recém chegado de outra equipe deveria cumprir um estágio na nova, o que não aconteceu no caso do Coritiba. O time perdeu na primeira instância, mas entendendo que houve favorecimento ao Coritiba (afinal o TJD fica em Curitiba) o time recorreu ao STJD, que deu ganho de causa ao fantasma. É a primeira vitória política de um time do interior do estado, e a primeira vez em que um regulamento é cumprido integralmente, apesar de desfavorecer equipes poderosas. Infelizmente o título não veio, sendo perdido para o Comercial de Cornélio Procópio.
As equipes do Norte Novo começam a disputar o campeonato, e com isso as coisas ficam difíceis para o futebol de Ponta Grossa. Ocorreu, de fato, uma decadência até o derradeiro ano de 1965, que representou o primeiro rebaixamento do Operário, junto com o rival Guarani. Como o acesso era complicado (em alguns anos apenas o campeão subia) verificamos muitos anos de divisão de acesso para o futebol de Ponta Grossa.
A fase era tão ruim que nem uma virada de mesa beneficiava os clubes da cidade. Em 1967 o Atlético acaba em último no campeonato, e deveria ser rebaixado, sendo substituído pelo campeão Paranavaí da divisão de acesso. Depois de uma longa batalha, a diretoria do Atlético acaba por se manter na divisão especial, e ao mesmo tempo colocar o Paranavaí na competição, totalizando 13 clubes. Como era necessário 14 para um campeonato interessante, realizou-se o Torneio da Esperança entre 6 clubes da divisão de acesso: Operário, Guarani, Caramuru, Britânia, Grêmio Oeste e Rio Branco. O Britânia venceu e jogou a competição.
Finalmente, em 1969, o Operário sagra-se campeão da divisão de acesso e sobe novamente para a divisão especial. Porém nada é fácil, e a 12ª colocação dentre 14 clubes mostra que o futebol havia mudado.
Em 1970, Guarani e Operário uniram os departamentos de futebol, fundando a Associação Pontagrossense de Desportos que disputou o campeonato paranaense em 1971, 1972 e 1973, desfazendo a união neste ano. Em 1974 retornava o Operário Ferroviário às competições oficiais.
O principal articulador da fusão foi Aroldo José Machado da Veiga, que reuniu industriais, comerciantes, políticos, médicos e advogados em prol da causa. Todos os 94 fundadores da nova equipe pertenciam à elite pontagrossense, destacando a decadência dos operários ferroviários na sociedade princesina. Exatamente nesse ano acaba a lei do acesso, e todos os clubes que desejam disputar o campeonato paranaense estão na divisão principal.
Os resultados da APD eram, ao menos, melhores do que os do Operário e Guarani separadamente nos últimos anos. Porém, a torcida acostumada a "assombrar" os clubes da capital não aceita um time criado apenas para "competir", e desta forma os públicos são baixos. A falta de um trabalho de base dificultava o progresso do futebol de Ponta Grossa.
Em 1974 a parceria é desfeita, e o clube Guarani passa a administrar apenas o futebol amador. O Operário continua no futebol profissional, passando a ser o único clube da cidade. A decadência era cada vez mais evidente. As dívidas se multiplicavam, e o clube montava equipes às pressas entre 1974 e 1977, figurando geralmente nas últimas colocações. Em 1978 o clube pede licenciamento para a FPF, alegando sérias dificuldades financeiras.
Felizmente, já em 1979 o clube volta a disputar campeonatos, através do dirigente Antônio Luís Mikulis. O cartola promete fazer com que o Operário volte a ser um grande time do Paraná. Porém encontrou um clube com graves problemas financeiros, e uma Federação Paranaense que fazia diversas exigências quanto ao Germano Krüger. As reformas seriam impossíveis sem o apoio do prefeito Luiz Carlos Zuck. No campeonato paranaense do referido ano o time superou as expectativas e conquistou um digno 9º lugar, muito mais expressivo do que os resultados conquistados nos anos de grave crise, perdendo a vaga na próxima fase para o Toledo.
No mesmo ano, aproveitando o inchaço de clubes no Campeonato Brasileiro promovido pela antiga CBD, o clube participou pela primeira vez de uma competição nacional, através da influência de políticos da região. Apesar de o clube ser eliminado ainda na primeira fase, no dia 26 de setembro de 1979 a iluminação do estádio é inaugurada em um empate em 1x1 com o Brasil de Pelotas.
Em 1980 o clube permanece entre os clubes da primeira divisão estadual apesar do rebaixamento de 8 equipes, através do Torneio da Morte. No mesmo ano disputa, pelo segundo ano seguido, uma competição nacional: a Taça de Prata, equivalente a uma série B, sendo eliminado na primeira fase novamente.
Em 1981, o Operário participou do quadrangular final do Campeonato Paranaense, com grande campanha. Em 1983, com uma campanha desastrosa veio o segundo rebaixamento para a divisão de acesso.
Já na segunda divisão, a diretoria revela dívidas bastante antigas que assolam o Operário. Apesar disso, o fantasma conta com o apoio de toda a sociedade princesina. Mesmo assim, os atrasos de salários eram comuns, e a FPF punia o clube com suspensões. Muitos relatos de pagamentos feitos com cheques que posteriormente eram sustados aparecem nessa segunda grande crise do clube.
Foram 5 longos anos na divisão de acesso, e poderiam ter sido mais, se a FPF não tivesse convidado o clube para disputar o campeonato paranaense de 1989. A federação procurava resgatar clubes que proporcionavam boas rendas, e a sempre presente torcida do fantasma era uma mina de ouro para os dirigentes.
É nesse ponto que o Operário começa o seu retorno em grande estilo. A campanha em 1989, um 12º lugar de 18 clubes, mostra que o Operário não estava minimamente estruturado para a competição. Mesmo assim, ao disputar a série B de 1989 conseguiu grande campanha, sendo eliminado apenas nas oitavas-de-final.
Em 1990 a comunidade pontagrossense resolve abraçar o time, e os anos de glória voltam mais fortes do que qualquer um sequer imaginou em seu mais otimista sonho. As equipes de futebol começam a perceber que não basta a renda dos jogos para manter um clube de futebol. O Operário acorda para essa realidade, realizando jantares, bingos. Em 1990 o fantasma chegou a realizar um jantar com ingressos caríssimos, onde sorteou um carro. O dinheiro arrecadado foi utilizado para a montagem da equipe. Alguns julgam que o clube perdeu o bonde da história, afinal os grandes clubes começavam a utilizar as grandes empresas para se manter. Mas o fato é que essa mobilização rendeu muitos frutos ao Operário.
Entre 1990 e 1992 o clube ficou entre os três primeiros colocados no Campeonato Paranaense, assustando novamente os grandes da Capital. As campanhas eram dignas dos anos dourados do OFEC, fazendo jus à alcunha de fantasma.
O impressionante nesse período foi a relevância nacional do clube. Em 1990 o Operário bateu em clubes tradicionais, como Sport Club Recife e Remo, ficando muito próximo do acesso para a primeira divisão do Campeonato Brasileiro de 1991. Torcedores da época contam que o determinante para mais esse "quase" na história do fantasma foi uma derrota para a equipe do Catuense da Bahia. Outros dizem que o empate em 0x0 com o Atlético Paranaense em Curitiba foi o jogo mais importante. Todavia a boa campanha do Operário, derrotando diversas equipes muito tradicionais e quase ficando entre os 20 clubes do brasileiro de 1991 abria boas perspectivas para a torcida.
Em 1991 acontece a 4ª participação do Operário na 2ª divisão do campeonato brasileiro. O forte time foi mantido, e a eliminação na primeira fase foi um mero detalhe, dada a força do grupo em que estava. No mesmo ano aconteceria algo que influenciaria indiretamente no futuro do Operário: o rebaixamento do Grêmio para a série B.
Com o primeiro rebaixamento de um clube grande para a série B, as regras de 1992 se modificaram. O Operário, apesar das ótimas campanhas estaduais e nacionais, foi excluído da segunda divisão, que teve seu número de participantes reduzido pela metade. A escolha dos times foi aparentemente arbitrária: clubes que acabaram o certame de 1991 atrás do fantasma jogaram a fatídica série B, enquanto o Operário, com uma campanha mediana, teve que se contentar com uma série C. Também ficou decidido que 12 clubes subiriam para a série A.
Alheio a isso, o Operário fez uma bela terceira divisão. O regulamento dizia que todos os campeões dos grupos seriam promovidos para a segunda divisão. O time não ficou no "quase", e acabou campeão do grupo que tinha Grêmio Maringá, Chapecoense e Blumenau. O clube acabou parando no Matsubara e a competição teve a Tuna Luso do Pará como campeã.
Ao invés do acesso, o time do Operário e todos os outros 8 que, segundo o regulamento, deveriam subir, levaram um tapa na cara com o cancelamento da segunda divisão de 1993. A CBF queria "organizar" o certame, e para isso contaria com 8 clubes rebaixados da série A, que se uniriam a 16 clubes que conquistariam a vaga na nova série B, enxuta, em uma seletiva a ser disputada em 1993.
Na prática a grande campanha do fantasma em 1992 foi jogada no lixo, e o Operário teve que disputar uma espécie de série C sem campeões. A campanha foi inegavelmente boa, mas não o suficiente. Faltaram 2 gols para que o Operário, com os mesmos pontos do Londrina, subisse para a série B. O Londrina Esporte Clube, que nenhuma culpa tem das facadas levadas pelo Operário, participou seguidamente da segunda divisão do brasileiro, enquanto o fantasma seguia para a sua terceira grande crise.
As competições da CBF eram muito vantajosas para o Operário, afinal a confederação pagava as despesas e o clube ficava com boa parte da renda dos jogos, sempre lotados. Mas sem essas rendas, os problemas financeiros foram se agravando, principalmente relacionados a dívidas trabalhistas. O time montado em 1994 era um remendo com o que tinha de mais barato no estado, somado ao empréstimo de jogadores encostados da capital, fato bastante criticado na época.
No auge da crise o clube não atraía mais torcedores. Ao enfrentar o Comercial de Cornélio Procópio, empatando em 1x1, o clube levou 79 pagantes. Para se ter uma ideia do tamanho da decadência, uma semana depois o Iraty venceu o Comercial por 3x0, levando 1.612 pagantes. A 19ª colocação de 20 clubes, que rebaixou o time para a divisão de acesso, mostra o inferno que o time vivia.
Em 1995 o presidente do Operário resolve pedir licenciamento à FPF, alegando as dificuldades financeiras citadas e a necessidade de organizar o clube para que no futuro possa voltar mais forte e maior.
Com o afastamento do futebol profissional pela situação econômica difícil, o clube procurou se reestruturar financeiramente. Em 1994 surgiu o Ponta Grossa Esporte Clube aproveitando-se do hiato deixado pelo licenciamento do clube. Por exigência de um patrocinador, formou-se o Operário/Ponta Grossa, colocando novamente o nome do clube em evidência no cenário esportivo e trazendo torcedores novamente ao estádio. A parceria foi renovada para o Campeonato Paranaense 2000, mostrando que o clube procurava novos caminhos. A parceria foi desfeita logo após a desclassificação da equipe na primeira fase, analisando que esta só estava sendo benéfica para o Ponta Grossa Esporte Clube de Mikulis. O nome do Operário atraía torcedores, mas o clube nada ganhava com isso.
O objetivo da diretoria foi o de investir em sua estrutura social para poder viabilizar sua manutenção e estudar novas possibilidades para o futuro. Em 2004, surge uma nova parceria, desta vez com a Prefeitura Municipal, que restaurou o Estádio. Foi formado um grupo gestor entre a diretoria do Operário e a prefeitura, fazendo o clube voltar à atividade justamente no ano seguinte ao licenciamento do Ponta Grossa. O time disputou a série prata e não passou da primeira fase. Em 2005, depois de duas parcerias frustradas, o Operário voltou a disputar a série prata, pensando mais uma vez em subir a elite do futebol paranaense.
Em 2008, um novo Grupo Gestor assumiu o departamento esportivo do clube, comandado por Chico da Bracol. O grupo se comprometeu a dividir todas as receitas vindas do futebol, com o Clube, além de manter até outubro de 2010 as categorias de base e o time profissional. No final do campeonato, o grupo gestor, agora comandado por Franco Menezes, renovou o contrato ate 2012, ano do centenário do clube.
Próximo do acesso em 2008, o clube se vê no inferno dos tribunais esportivos após abandonar o campo em um jogo contra o Foz do Iguaçu. O acesso não veio, e o Operário ficou na iminência de sofrer uma pena de 1 ano longe dos gramados por causa do incidente. Felizmente para a torcida operariana, o clube foi absolvido e participou do campeonato da divisão de acesso de 2009, conseguindo uma vaga para o campeonato paranaense da 1ª divisão com uma rodada de antecedência. Infelizmente o título não veio por causa de uma derrota na última rodada para o Roma de Apucarana, sendo que o time precisava de um empate.
De volta à primeira divisão depois de muitos anos o Operário não decepcionou. Com jogadores como Serginho Paulista, Serginho Catarinense, Lisa e Osmar o clube que em alguns momentos se viu ameaçado pelo rebaixamento se classificou para a segunda fase. O título por si só era difícil, mas a disputa pelas duas vagas na série D também foi complicada. Com poucos pontos de vantagem o fantasma conseguiu uma vaga para a série D do campeonato brasileiro de 2010.
Na competição o forte do time foi a defesa. Com um ataque extremamente ineficiente, o clube conquistou pontos importantes por ter a defesa menos vazada do campeonato. O time empolgou a torcida, e chegou até o derradeiro confronto pelo acesso para a série C contra o Madureira. Perdendo por 2x4 no Germano Krüger e por incríveis 6x2 no Rio de Janeiro a torcida operariana não acreditou que um time com uma defesa tão sólida até então tomara 10 gols em dois jogos, mais do que no campeonato inteiro, onde tomara apenas 6 em 10 jogos.
Já em 2011, o time fez um início de campeonato mediano, mas depois, começou a melhorar o rendimento. Deu trabalho para os grandes da capital, e no primeiro turno do Campeonato Paranaense acabou com a ótima 2ª colocação, apenas atrás do Coritiba, campeão do estadual naquele ano. Venceu o Atlético-PR em casa e o Paraná Clube fora, e ainda derrotou Iraty e Corinthians-PR, pontos que foram importantíssimos para a boa colocação do Operário. No segundo turno, o time veio embalado com os ótimos resultados e começou não decepcionando a torcida. Venceu novamente o Atlético, colocou pressão no Coritiba e conseguiu uma ótima classificação até a quinta rodada. Porém, depois disso, a torcida que esperava uma fácil classificação para a série D, viu o cenário mudar totalmente. Depois de uma alternância de empates e derrotas, o clube só foi conseguir a classificação na décima rodada, ao empatar com a equipe do Iraty em 1 x 1 num jogo dramático. Além da vaga na série D, a equipe conseguiu uma inédita classificação para a Copa do Brasil após derrotar o Corinthians-PR, em Curitiba, por 2 a 1.
Em 07 de Março de 2012, o Operário Ferroviário, pela primeira vez entra em campo numa partida válida pela Copa do Brasil, contra o Juventude de Caxias do Sul - RS mas infelizmente foi derrotado pelo placar de 4x0 sendo assim, eliminada a partida de volta, que seria realizada no Rio Grande do Sul.
Em maio 2015, o Fantasma sagrou-se campeão estadual, vencendo o Coritiba, em casa, e na casa do adversário.





















