Jogador é vítima de racismo na Vila Capanema

Mais um lamentável caso de racismo pode manchar o futebol brasileiro. Já no fim da partida entre Paraná Clube e São Bernardo, que culminou na classificação dos curitibanos para a próxima fase da Copa do Brasil, o volante Marino, do time paulista, foi expulso de campo e, na saída, ouviu xingamentos vindos da arquibancada.
Segundo relato do próprio atleta, que prestou queixa na Delegacia Móvel de Atendimento ao Futebol e Eventos, foi chamado de "macaco" e "gorila", o que imediatamente causou uma reação de furor, com o jogador partindo para a discussão no alambrado. Os torcedores correram do local, enquanto Marino desceu chorando para os vestiários.
O presidente do São Bernardo, Luiz Fernando Ferreira, afirmou após o jogo que pretende tomar ações em relação ao caso e cobrou do Paraná Clube providências para encontrar os acusados. "Isso tem que ser banido do futebol. Vamos relatar para a CBF e vamos até as últimas consequências para que haja punição", disse à rádio Banda B.
Marino afirmou em sua queixa que pode reconhecer os agressores que, se encontrados, devem responder por injúria racial, ou seja, lesão à honra de uma pessoa. A pena máxima é a reclusão por oito anos. Para o Paraná também poderá caber sanções e, por isso, a diretoria já tenta se movimentar.
Com informações do IG e da Rádio Banda B.
Apoio
Logo depois do lamentável fato que envolveu o jogador, o site oficial do clube passou a exibir uma mensagem de apoio ao atleta. Frases como "Diga não ao racismo" e "#fechadãocomoMarino" estão na página inicial do clube. Essa mesma hastag foi utilizada no caso de racismo que envolveu o volante Tinga, jogador do Cruzeiro.





















